Adelaide Gonçalves

Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutora em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pós-Doutora no Instituto de História e Teoria das Ideias pela Universidade de Coimbra, Portugal.  Professora da Escola Nacional Florestan Fernandes do MST-Brasil. Tem experiência nas áreas de Teoria da História, História do Brasil e História de Portugal, atuando principalmente nos seguintes temas: anarquismo, mundos do trabalho, memória, imprensa operária, história do livro, práticas de leitura, imigrantes, bibliotecas, revista.

Ademir Assunção

Paulista de Araraquara/SP, é poeta, escritor, jornalista e letrista de música. Autor de livros de poesia, ficção e jornalismo, como Faróis no Caos, Adorável Criatura Frankenstein e A Voz do Ventríloquo, vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Poesia de 2012). Formou-se em jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina, e trabalhou como repórter e editor nos jornais e revistas Folha de Londrina, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo. Além disso, trabalhou como editor-contribuinte para a revista Marie Claire, como co-editor da revista literária K’an e participou de exposições de poesia visual na França, Austrália e Portugal. É um dos editores da revista Coyote, junto com os poetas Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. Como letrista, tem parcerias gravadas em discos com alguns artistas da música brasileira como Itamar Assumpção, Edvaldo Santana, Madan, Renato Gama e Ney Matogrosso, e com as cantoras Maricene Costa, Patrícia Amaral, Titane, Mona Gadelha e Jordana. Tem poemas e contos em diversas antologias brasileiras e internacionais, publicadas na Argentina, México, Peru e EUA. (Crédito foto: Juvenal Pereira)

Affonso Romano de Sant´Anna

Mineiro, foi considerado pela revista “Imprensa” como uma dos dez maiores formadores de opinião no país presente nos principais momentos de nossa vida cultural e política. Como poeta, participou de vários movimentos de renovação da poesia brasileira. Foi um dos organizadores da 1a. Semana Nacional de Poesia de Vanguarda (1963). Criou a Expoesia I, II e III, que reuniu mais de 600 poetas e abriu espaço na imprensa e na universidade para a poesia marginal. Foi editor do Jornal de Poesia (no Jornal do Brasil, 1973) e da revista internacional Poesia Sempre (1991-1996).  Atuou como crítico nos principais jornais e revistas brasileiros. Dirigiu o Departamento de Letras da PUC/RJ, trazendo pensadores como Michel Foucault e reorientando com sua equipe os estudos literários no país. Como presidente da Fundação Biblioteca Nacional (1991-1996) criou o Sistema Nacional de Bibliotecas, o Proler, informatizou e modernizou a instituição desenvolvendo programas de exportação da literatura nacional, de que resultou a escolha do Brasil como tema da Feira de Frankfurt (1994) e do Salão do Livro de Paris (1996). Professor em várias universidades brasileiras lecionou também nos Estados Unidos, França e Alemanha. Como cronista substituiu Carlos Drummond de Andrade no “Jornal do Brasil”. Sua obra poética está em Poesia Reunida (L&PM) e tem ensaios específicos sobre questões da arte hoje (O enigma vazio).Tem cerca de 50 livros publicados e é casado com a escritora Marina Colasanti.

Affonso Solano

Autor da série de livros Espadachim de Carvão, Affonso Solano é coordenador do gênero de fantasia da editora Leya, colunista do site Omelete e cocriador do site Matando Robôs Gigantes. Participa frequentemente dos três maiores podcasts e videocasts do Brasil, que juntos alcançam mais de um milhão de ouvintes semanalmente.

 

Almir Mota

Cearense, ganhador do II Concurso Literatura para Todos do Ministério da Educação, tornou-se conhecido das crianças cearenses por obras como O Bode Ioiô; Cocó, o rio amigo; entre outros. Depois de passar por algumas editoras resolveu criar a sua própria marca editorial, a Casa da Prosa, editora que tem como especialidade editorial a publicação de literatura infantil e juvenil, por acreditar que a educação aliada a uma literatura de qualidade e identificada com o público leitor faz a diferença no mercado de publicações.

Ana Miranda

Voltada para a linguagem, dotada de um brasilianismo intenso, Ana Miranda realiza um trabalho de redescoberta e valorização do nosso tesouro literário, que a leva a dialogar com obras e autores de nossa literatura. Fundada em séria e vasta pesquisa, recria épocas e situações que se referem à história literária brasileira, mas, primordialmente, dá vida a linguagens perdidas no tempo. Sua obra, com cerca de trinta livros, tem sido matéria de estudos na área acadêmica, recebendo teses e monografias geralmente ligadas a questões de literatura & história, Barroco brasileiro, Romantismo, ou Pós-Modernismo. A autora recebeu prêmios, como dois Jabutis, dois da Academia Brasileira de Letras, o Green Price of the Americas e a Sereia de Ouro; teve sua obra traduzida em cerca de vinte países, e conquistou expressivo número de leitores no Brasil. Ana Miranda consagrou-se igualmente pela inclusão de seu Boca do Inferno no cânon dos cem maiores romances em língua portuguesa do século 20, elaborado por estudiosos da literatura, brasileiros e portugueses (O Globo, 5/set/98). Seus principais romances são: Boca do Inferno, 1989; A última quimera, 1995; Desmundo, 1996; Amrik, 1998; Dias & Dias, 2002; Yuxin, 2009; e Semíramis (2014). Todos editados pela Companhia das Letras. Nasceu no Ceará, em 1951, onde vive atualmente, após cinquenta anos entre Rio, Brasília e São Paulo.

André Luís Soares

Brasiliense, estudou Economia pela Universidade Católica de Brasília, envolveu-se com o teatro local e, em 2004, sua peça Livre Negociação ficou em quarto lugar no concurso do SESC/DF, sendo encenada mais de cinquenta vezes. Em 2013, recebeu o Prêmio Carlos Drummond de Andrade – Destaques do Ano, na categoria ‘Literatura’ e recebeu o ‘Prêmio Luso-Brasileiro’, conferido pela LITERARTE (RJ). Amante de todas as artes, o autor concentra seu trabalho na poesia, no conto e na crônica, havendo se aventurado também na prosa e em roteiros para teatro. Sua obra soma mais de dois mil textos registrados na Fundação Biblioteca Nacional/EAD (RJ), em vasto conjunto que vai do romântico e erótico ao social e político, passando pelo filosófico e pela poesia infanto-juvenil; o que contribuiu para fazer do ‘Gritos Verticais‘ um dos blogs mais conhecidos e bem comentados da web nacional.

André Neves

Nasceu em Recife, onde começou a desenvolver suas primeiras atividades relacionadas à literatura infantil. Hoje o autor tem vários livros publicados por diversas editoras, além de prêmios em reconhecimento ao seu trabalho, como o Prêmio Luiz Jardim 2001, de melhor livro de imagem. Como escritor em 2003 foi agraciado com menção honrosa no Prêmio Jabuti e também no prêmio O Sul – Correios e Telégrafos. Em 2004 recebeu o Prêmio Açorianos de melhor ilustração. Ainda recebeu por parte de sua obra selos “Altamente Recomendável”, concedidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. André dedica-se à arte de escrever e ilustrar para crianças de todas as idades, e suas imagens já foram vistas por crianças e adultos do mundo inteiro em mostras de ilustração dedicadas à infância.

André Vianco

André Vianco é paulista, escritor e roteirista de TV. É atualmente o escritor que mais conquista leitores de terror, suspense e fantasia no Brasil com 13 obras publicadas e quase um milhão de exemplares vendidos. Vianco é hoje reconhecido como representante brasileiro do gênero terror e fantasia. O escritor explora o sobrenatural e o imaginário popular com facilidade e entusiasmo, levando o leitor ao gosto pela literatura. Lançou seu primeiro livro, Os Sete, no ano 2000, de forma independente. Em 2001 a editora Novo Século, interessou-se pelo livro e o republicou tornando-se um Best-Seller. Desde então, a parceria entre autor e editora rendeu 12 títulos lançados. Em abril de 2011, lançou seu 13º livro, O Caso Laura, o primeiro pela Editora Rocco. Em 2010, incursionou pelo audiovisual e fundou a Criamundos, sua produtora de conteúdo audiovisual. Roteirizou, produziu e dirigiu o piloto para a série intitulada O Turno da Noite, uma adaptação da sua obra de mesmo nome.

Andrea Cristina Muraro

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, na área de Estudos Comparados de Literaturas de língua portuguesa (2012), Mestre em Literatura e Crítica literária pela PUC/SP. Licenciada em Letras (Português e Inglês). Redatora de material didático na área de Ciências Humanas, bem como na coordenação de EAD (UNIA/Angola). Linhas de Pesquisa: Literatura e Sociedade; Literatura e História, com ênfase em Literatura, atuando nos seguintes temas: literaturas de língua portuguesa, principalmente literatura angolana. Co-editou a Revista Crioula entre 2009-2010 (Revista eletrônica dos alunos de pós-graduação em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, USP). Atualmente, desenvolve pesquisa de pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. É professora adjunta das disciplinas Literaturas em Língua Portuguesa, na UNILAB, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Campus Ceará), coordenadora do projeto de extensão Curso de Línguas e Culturas Crioulas e vice-coordenadora do projeto Contracena: Praça de teatro e leituras dramáticas

Andreia Turolo

Graduada em Letras com habilitação de Tradutor Inglês pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), especialização em Estudos Avançados da Língua Inglesa e mestrado em Estudos Linguísticos pela mesma universidade e doutorado em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com estágio sanduíche na University of Leicester (UK). É professora do Departamento de Estudos da Língua Inglesa, suas Literaturas e Tradução da UFC, onde atua no ensino e na pesquisa em linguística aplicada com foco no ensino/aprendizagem de línguas mediado por tecnologias e na formação de professores de línguas. Atualmente é coordenadora do curso de Letras – Língua Inglesa e suas Literaturas e coordenadora pedagógica do Núcleo do Inglês sem Fronteiras da UFC.

Ângela Escudeiro

Bonequeira, atriz, escritora, arte-educadora, diretora de teatro e produtora cultural. Ângela já esteve em mais de 40 festivais nacionais e internacionais, contabiliza 24 prêmios em várias categorias teatrais, publicou dez livros e atuou em filmes e programas de TV. Foi presidenta da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB/Unima Brasil) e é membro da Academia Feminina de Letras do Ceará.

Ângela Gutiérrez

Ângela Maria Rossas Mota de Gutiérrez nasceu em Fortaleza. Construiu sua vida acadêmica na Universidade Federal do Ceará (UFC), onde se graduou em Letras, cursou Mestrado em Educação, exerceu o magistério em Literatura, realizou pesquisas, especialmente sobre as obras de Alencar, Machado, Vargas Llosa, Euclides e os temas Antônio Conselheiro e Fortaleza Antiga; participou da gestão da UFC, como coordenadora-fundadora do Programa de Pós-Graduação em Letras, diretora-fundadora do Instituto de Cultura e Arte e diretora da Casa de José de Alencar. É doutora em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com a tese Vargas Llosa e o romance possível da América Latina (Fortaleza: Edições UFC; Rio de Janeiro: Sette Letras, 1996). Cumpriu pós-doutorado na mesma instituição (UFMG), desenvolvendo a pesquisa O retrato do Conselheiro: as múltiplas faces do beato de Belo Monte. É membro da Academia Cearense de Letras, atualmente vice-presidente da entidade, e sócia efetiva do Instituto do Ceará. Publicou as obras a seguir indicadas, todas pela UFC: O mundo de Flora (Prêmio Estado do Ceará), romance, 1990, segunda edição pela Coleção Vestibular da UFC, em 2007 ), Canção da menina, poemas, 1997; Avis rara, coletânea de estórias, 2001; Luzes de Paris e o fogo de Canudos, romance, 2006; Os Sinos de Encarnação (Prêmio Osmundo Pontes), contos, 2012; O silêncio da penteadeira, ficção dramática, 2016. Organizou várias obras pela UFC, como Iracema, lenda do Ceará 140 anos (edição ilustrada, bilíngue, português-francês, em colaboração com Sânzio de Azevedo); Bandeira: verso e traço, em parceria com Estrigas; e outras, com Vera Moraes et alii; além de várias coletâneas referentes a ciclos de conferências promovidos pela Academia Cearense de Letras e com o selo dessa instituição.

Arievaldo Vianna

Criado à luz de lamparina, em Quixeramobim, bebendo nas cacimbas dos saberes e da cultura popular do Nordeste, foi alfabetizado em meados da década de 1970, graças ao valioso auxílio da literatura de cordel, o que o fez ser o criador do Acorda Cordel na Sala de Aula, que utiliza a poesia popular como ferramenta paradidática. Entrou, em 2000, para Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Em 2002 conquistou o Prêmio Domingos Olympio de Literatura, promovido pela Prefeitura de Sobral (CE), com uma adaptação do romance Luzia Homem para o cordel.  Foi redator e consultor de uma série de programas sobre Literatura de Cordel exibida pela TV ESCOLA (Programa Salto para o Futuro). No campo da pesquisa publicou os seguintes ensaios: São Francisco de Canindé na Literatura de Cordel (Livro Técnico, 2002), Acorda Cordel na Sala de Aula (Tupynanquim Editora, 2006) e Leandro Gomes de Barros – Vida e Obra (Queima-Bucha, 2012). É autor de mais de 100 folhetos de cordel e tem em cerca de 30 livros publicados, alguns dos quais adotados pelo MEC através do Programa Nacional da Biblioteca Escolar (PNBE).

Batuta Nordestina

Fundado em março de 2007, o grupo Batuta Nordestina reúne entre seus integrantes seis poetas populares, repentistas folcloristas, compositores e arte educadores: Zé Maria de Fortaleza, Tião Simpatia, Rozamato, Jonathan Rogério, Tony Abreu e Marcelo 21.

Benita Prieto

Benita Prieto é contadora de histórias, escritora e produtora cultural. Faz apresentações, palestras e oficinas por todo o Brasil e países como Espanha, Portugal, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Cuba, Argentina, Moçambique, Chile.  Tem formação como atriz e pós-graduação em Literatura Infanto-juvenil e em Leitura, Teoria e Práticas. É idealizadora do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias e como defensora da leitura digital criou o projeto Codex Clube.

Beto Brito

Paraibano, Beto Brito é rabequeiro, cordelista, cantor, compositor, violonista, violeiro e declamador e membro da Academia Brasileira de Cordel. Há quase 20 anos dedica-se à cultura popular em suas várias vertentes. Sua história e sua obra estão diretamente ligadas às manifestações culturais nordestinas, de forma mais específica ao forró, ao cordel, à viola nordestina e a rabeca.

Cacique Pequena

Maria de Lourdes da Conceição Alves é o nome de batismo, mas todo mundo a tem como Pequena. O apelido ganhou da mãe, ainda na infância. Nasceu em 25 de março de 1945, na região do Riacho Saco do Marisco, no município de Aquiraz, localizado a 32,3 km de Fortaleza. Pequena é filha da tribo Jenipapo-Kanindé, onde criou os 16 filhos. É a primeira mulher cacique do Ceará de que se tem registro.

Carlos Subuhana

Moçambicano, concluiu o curso de graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1997. Obteve o grau de Mestre e de Doutor em Sociologia (com concentração em Antropologia) na mesma instituição. Em 2007 terminou um estágio de pós-doutoramento em Antropologia na Universidade de São Paulo (USP). Foi Bolsista de FUNCAP / CNPQ) na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), onde foi também professor visitante estrangeiro. É professor adjunto do Instituto de Humanidades e Letras da Unilab; coordenador de Políticas Afirmativas da Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Estudantis; pesquisador Associado do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência, da Unicamp, pesquisador da Casa das Áfricas (Instituto cultural, de formação e de estudos sobre sociedades africanas) e membro fundador do SSIM – Southern Spaces in Movement.

Carlos Vazconcelos

Cearense, é doutorando em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Publicou Mundo dos vivos (2008), que venceu o Prêmio Clóvis Rolim de Contos (2006) e o Prêmio Osmundo Pontes de Literatura (2007), ambos da Academia Cearense de Letras; Os dias roubados (2013), romance contemplado pelo Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult); Parquelândia, bairro com personalidade (2015), da Coleção Pajeú. Trabalha no setor de Cultura do Sesc. Conquistou outros prêmios literários, entre eles IX Prêmio Cidade de Fortaleza (poesia, Funcet, 2000), e o III Prêmio Ideal Clube de Literatura – Juvenal Galeno (2011).

Chico Pedrosa

Paraibano, é poeta popular e declamador. Seu pai,  Avelino Pedro Galvão, era cantador de coco e agricultor conhecido por Mestre Avelino, e sua mãe, Ana Maria da Cruz,  era prima de um cantador conhecido na região. Começou a escrever folhetos de cordel aos 18 anos sob a influência do ambiente que encontrava em casa. Junto com seu amigo e poeta Ismael Freire cantava e vendia seus folhetos nas feiras da região. Além de folheteiro foi camelô. Tem três livros publicados (Pilão de Pedra I I e II, Raízes da Terra, Raízes do Chão Caboclo – Retalhos da Minha Vida), vários cordéis e lançou três CDs – Sertão Caboclo”, “Paisagem Sertaneja” e “No meu sertão é assim”, registrando assim a sua poesia oral. É cultuado pela geração nova, como o pessoal do “Cordel do Fogo Encantado”, que em seus shows declamam poemas desse “poeta matuto”.

Coletivo MARC

M.A.R.C. (Movimento de Arte Resistência e Consciência) é um coletivo que enfatiza a arte como ferramenta de empoderamento, de expansão de mentes e revolução, em pequenas ou grandes proporções. Conta com a participação de vários poetas de movimentos da periferia de Fortaleza, que seguem a linha da literatura marginal.

Cia. Paidéia de Teatro

A Cia. Paidéia de Teatro tem como objetivo principal produzir um teatro de qualidade voltado para a infância e a juventude e busca constantemente a transformação da realidade das crianças e jovens de todas as classes sociais no mundo de hoje.

Conceição Evaristo

Nasceu numa favela em Belo Horizonte e conciliou os estudos com o trabalho como empregada doméstica, até concluir o curso normal aos 25 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou num concurso público para o magistério e estudou Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na década de 1980, entrou em contato com o grupo Quilombhoje e estreou na literatura em 1990, com obras publicadas na série Cadernos Negros. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.
Suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe. Olhos d’água (Pallas) foi vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Contos em 2015. Em todos os seus trabalhos estão presentes a crítica social e a religiosidade, que ela prefere chamar de ancestralidade. “Eu sempre tenho dito que a minha condição de mulher negra marca a minha escrita, de forma consciente inclusive. Faço opção por esses temas, por escrever dessa forma. Isso me marca como cidadã e me marca como escritora também”.

Cristovão Tezza

Nasceu em Lages (SC), em 1952, mas vive em Curitiba desde 1961. Publicou uma dezena de obras, entre elas os romances Trapo, Uma noite em Curitiba, Juliano Pavollini, Aventuras Provisórias, A suavidade do vento, O fantasma da infância, Um erro emocional, além do livro de contos Beatriz (2011) e do ensaio O espírito da prosa (2012), autobiografia literária. Em 2014, publicou o romance O professor, considerado pela crítica um dos pontos altos de sua obra, e, em 2016, A tradutora, seu mais recente trabalho. Lançou também duas coletâneas de crônicas: “Um operário em férias” (2013) e “A máquina de caminhar” (2016). Doutor em Literatura Brasileira, pela Universidade de São Paulo, é autor de “Entre a prosa e a poesia – Bakhtin e o formalismo russo”, publicada em 2002 pela editora Rocco. Seu romance O filho eterno, lançado em 2007, recebeu no Brasil os Prêmios Jabuti, Portugal-Telecom, Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura; a edição francesa recebeu o prêmio Charles Brisset do Instituto de Psiquiatria; e a edição em inglês foi finalista do prêmio IMPAC-Dublin, em 2011. Breve espaço recebeu o Prêmio da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro de melhor romance de 1998; O fotógrafo, de 2004, recebeu o prêmio de melhor romance do ano, pela Academia Brasileira de Letras, e prêmio Bravo! de melhor livro de ficção. O filho eterno foi recentemente adaptado para o cinema, com direção de Paulo Machline. O filho eterno foi publicado na França, Itália, México, Holanda, Eslovênia, Austrália, Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, Noruega, Macedônia, China e Espanha (em catalão); Breve espaço foi publicado nos Estados Unidos; Uma noite em Curitiba foi publicado na Eslovênia; Um erro emocional na Holanda; O professor, na Itália.

Dani Guerra

Comunicadora, capoeirista e militante. Escreveu o livro reportagem Por um Trilho: Memórias de resistência e compõe a equipe da Revista Berro desde o ano passado. Estuda sobre cidade, sertão, gênero, culturas e entende a comunicação libertária como fonte de emancipação.

 

 

Daniel Munduruku

Escritor indígena, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia. Doutor em Educação pela USP. É pós-doutor em Literatura pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Diretor presidente do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais. Autor de 50 livros para crianças, jovens e educadores é Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008. Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante honraria  oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura. Membro Fundador da Academia de Letras de Lorena. Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

Demétrios Gomes Galvão

Natural de Teresina (PI), é poeta, professor e historiador, com mestrado em História do Brasil. Autor dos livros de poemas Fractais Semióticos (2005), Insólito (2011), Bifurcações (2014), o Avesso da Lâmpada (2017) e do objeto poético Capsular (2015). Edita a revista Acrobata, o blog Janelas em Rotação, colabora no site LiteraturaBr e atua com o coletivo Roda de Poesia – tensão, tesão e criação.

Dimas Macedo

Poeta, jurista, crítico literário e historiador cearense, é mestre e livre docente em Direito, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), membro da Academia de Ciências Sociais do Ceará e da Academia Cearense de Letras. São de sua autoria os livros de poemas: A Distância de Todas as Coisas (1980; 3ª ed.: 2001), Lavoura Úmida (1990; 3ª ed. 2010), Estrela de Pedra (1994; 2ª ed. 2005), Liturgia do Caos (1996, 2ª ed. 2016), Vozes do Silêncio (2003), Sintaxe do Desejo (2006), O Rumor e a Concha (2009) e {Guadalupe} (2012). No campo da crítica ou do ensaio, é autor de: Leitura e Conjuntura (1984; 3ª ed.: 2004), A Metáfora do Sol (1989; 5ª ed.: 2014), Ossos do Ofício (1992), Crítica Imperfeita (2001), Crítica Dispersa (2003), Ensaios e Perfis (2004), A Letra e o Discurso (2006, 2ª ed. 2014), Crítica e Literatura (2008, 2ª ed. 2009), A Brisa do Salgado (2011) e Afonso Banhos: Ensaios de Filosofia (2013). Integrou os conselhos editoriais das revistas: Espiral, Urupema e Literapia (Fortaleza), Política Democrática e Literatura (Brasília), Morcego Cego (Santa Catarina), Revista do Instituto Brasileiro de Direitos Humanos e Revista Latino-Americana de Estudos Constitucionais. Tem poemas, livros e textos literários vertidos para o inglês¸ o francês, o búlgaro, o italiano e o espanhol, e ensaios publicados em jornais e revistas, abrangendo os campos da Literatura, Direito e Filosofia, sendo autor de uma centena de prefácios a livros de outros escritores.

Denise Bértoli Braga

Mestra em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), doutorado em Educação pela Universidade de Londres (1990) e pós-doutorado na Universidade de Monash, Austrália (2009). É professora titular do Departamento de Linguística Aplicada da Unicamp, onde atua como docente e pesquisadora desde 1980. Desde 1996 tem se dedicado ao estudo do impacto das tecnologias digitais nas formas de comunicação, nas metodologias de ensino, com ênfase na produção de materiais digitais para estudo automonitorado. Foi a pesquisadora responsável pela implantação da área de pesquisa voltada para esses temas no curso de Pós-graduação em Linguística Aplicada da Unicamp. Atualmente atua na linha de pesquisa Linguagens e Tecnologias do curso de Linguística Aplicada e, além de questões relativas ao ensino de línguas mediado por computador, tem priorizado pesquisas que buscam caminhos para explorar os recursos da internet para criação de relações sociais mais horizontais. Esses diferentes trabalhos foram desenvolvidos em conjunto com equipes interinstitucionais e interdisciplinares de áreas Humanas e Técnicas. Desenvolveu e coordenou o curso digital Read in Web para leitura de textos acadêmicos em língua inglesa, patenteado pela Unicamp em 2014, e que em 2015 foi registrado como software livre. É autora dos livros Tecnologias digitais e da informação e comunicação e participação social (2015) e Ambientes Digitais: reflexões teóricas e práticas (2013).

Dércio Braúna

Mora em Jaguaruana, estudou na Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Descreve-se como “um escrevente de coisas sentintes, um que não esquece da infelicidade donde nos vem esta necessidade de ir pelo mundo usando de palavras”.

Dolores (Lola) Aronovich Aguero

Argentina que mora em Fortaleza.Mais conhecida como Lola Aronovich,  blogueira feminista e pedagoga, é professora universitária e sua pesquisa é focada em literatura inglesa, cinema e questões de gênero. Aronovich integra os quadros do Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal do Ceará (UFC). Criou em 2008 o blog Escreva Lola Escreva, onde publica textos autorais e de convidados. Com 260 mil acessos mensais, a página acabou por se tornar uma das referências do movimento feminista no Brasil. Dedicado a crônicas sobre cinema e feminismo, com o tempo passou a abordar também temas como racismo, homofobia, direitos humanos, análise da publicidade e mídias de massa, aceitação do corpo e gordofobia. No início de outubro de 2015, Aronovich foi alvo de uma campanha de difamação digital, quando foi criado em seu nome um site que pregava ódio. Recentemente, o blog foi mais uma vez alvo de ataques.

Edson Cruz

Escritor e editor do portal Musa Rara. Graduado em Letras pela USP, publicou quatro livros de poesia, uma adaptação em prosa do clássico indiano Mahâbhârata e um livro de depoimentos sobre o que seria a Poesia. Seu poemário, Ilhéu (Editora Patuá) foi semifinalista do Prêmio Portugal Telecom 2014. Lançou, em 2016, O canto verde das maritacas (Editora Patuá).

 

Eliane Alves dos Santos Cruz

Jornalista, empresária e pós-graduada em comunicação empresarial, autora de Água de Barrela, uma saga que começa em meados do século XIX, quando dois membros de um mesmo clã embarcam escravizados para o Brasil e desembarcam no poderoso recôncavo baiano açucareiro. A história vai atravessando as décadas até os dias atuais, tendo como pano de fundo momentos históricos do país, que foram testemunhados e vivenciados pelos que nunca tiveram chance de contar suas trajetórias.

Eliane Brum

Jornalista, escritora e documentarista. Atualmente, escreve artigos para os jornais El País e The Guardian . Publicou cinco livros de não ficção: Coluna Prestes: o avesso da lenda (Artes e Ofícios, 1994), pelo qual recebeu o prêmio Açorianos de autora-revelação; A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, 2006), que ganhou o Prêmio Jabuti 2007 de melhor livro de reportagem; O Olho da Rua – uma repórter em busca da literatura da vida real (Globo, 2008); A Menina Quebrada (Arquipélago) ganhou o Prêmio Açorianos de Melhor Livro do Ano; e Meus desacontecimentos – a história da minha vida com as palavras” (LeYa). Em 2011, lançou seu primeiro romance, Uma Duas (LeYa Brasil). Como documentarista, seu filme de estreia é Uma História Severina (2005), que  divide a direção e o roteiro com Debora Diniz e em 2010, lançou Gretchen Filme Estrada (Mixer), dividindo a direção com Paschoal Samora. Em 2008, recebeu o Troféu Especial de Imprensa ONU, “por tudo o que já fez e vem realizando em defesa da Justiça e da Democracia”. Em maio de 2014, foi escritora-convidada do PEN World Voices Festival, de Nova York, criado pelo escritor Salman Rushdie, em dois eventos: Literary Safari e Resonances: Contemporary Writers on the Classics. Como jornalista, ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem, como Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna, Líbero Badaró, Sociedade Interamericana de Imprensa e Rei de Espanha.

Eraldo Pires Miranda

Autor dos livros O navio voador e outras histórias russas (2016), Contos de Origem (Reconto de histórias de Sílvio Romero) (2016), O pescador de histórias (2012), Eraldo Miranda possui especialização em Literatura pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como pesquisador de literatura oral folclórica, mitologia comparada e Literatura Infantojuvenil. Além disso, é criador e desenvolvedor do projeto didático-lúdico A Leitura Como Chocolate, com crianças de creche, alunos da educação infantil, fundamental I e EJA para o estímulo de habilidades e competências leitoras.

Eugênio Leandro

Escritor e músico, é autor de Escrito nas Jangadas o CD é uma parceria com o poeta Márcio Catunda, seu amigo desde a formação do Grupo Siriará de Literatura, em 1978, juntamente com Rogaciano Leite Filho, Airton Monte, Oswald Barroso, Rosemberg Cariry, Nirton Venâncio, Nilto Maciel, Jackson Sampaio, Carlos Emílio e Batista de Lima.  Autor do livro infantil As Moradoras do Céu, publicado pela editora IMEPH. Em 2002, após uma longa ausência de 7 anos dos estúdios, Eugênio lançou Castelo Encantado. Além dos velhos amigos parceiros, Eugênio também gravou outros artistas que estão marcando grande presença na música do Ceará, David Duarte e Kátia Freitas.

Evaristo Geraldo da Silva

Cearense de Quixadá, é autor de dezenas de títulos em cordel. Ministra oficinas de capacitação de professores. Em 2006, seu cordel A incrivel história da imperatriz Porcina foi selecionado pela Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) para o acervo de livros para a educação de jovens e adultos. Publicou os seguintes livros (infantis e juvenis): João e Maria (cordel ilustrado), pela  Editora IMEPH, selecionado pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa  (PAIC), em 2008; Irmã Dulce, um trabalho pela paz; A lenda do pescador encantado (bilíngüe português / espanhol); O homem que pôs um ovo e abalou o mundo novo , Editora Folia das Letras; O burro sabido e a união dos bichos, Editora Ensinamento; A dama das camélias em cordel (selecionado para o PNBE, em 2012), Editora Nova Alexandria; A criação da noite ( Editora IMEPH), que foi selecionado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para o programa Livros na Sala de Aula, para o ano 2013.

Fernanda Cardoso Nunes

Possui graduação em Letras Português/Inglês pela Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), da Universidade Estadual do Ceará (Uece),  mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (2007). Atualmente é professora Assistente de Literaturas de Inglesa da Fafidam. É coordenadora do Grupo de Estudos em Literatura de Autoria Feminina da Fafidam. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas de Língua Inglesa e Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: estudos de tradução, gênero, literaturas de língua inglesa , literaturas de língua portuguesa, identidade feminina.

Fábio Mourájh

Fortalezense, Fábio Mourájh é formado em Publicidade e Propaganda. Decrépitos – Aqueles que Herdaram a Terra (Chiado, 2016) é o seu primeiro romance. Desde criança adorava ouvir as histórias que os tios e tias contavam, como a mulher de branco, de lobisomem. Aos onze anos um primo mais velho o apresentou ao RPG (roleplaying games) e sua vida nunca mais foi a mesma.

Fanka Santos

Professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) pesquisa e escreve sobre a presença feminina na cantoria e na escrita do cordel. Como professora da disciplina Cultura e Mídia, comanda o Laboratório de Troca de Afetos, considerado acontecimento político, didático e pedagógico da disciplina. Para ela, o Laboratório é “uma experiência de troca em sala de aula que visa construir possibilidades de ensino-aprendizagem a partir da história de vida do convidado. É um laboratório para trocar afetos e fogos! poemas e lírios, rimas e política, fatos e fotos, cultura e mídia.

Fátima Souza

Com mestrado em Letras – Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Fátima Souza atuou como educadora em ambientes não-formais como a ONG Alpendre – Casa de Arte, Pesquisa e Produção, no Centro Cultural Bom Jardim e no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Foi consultora do projeto de Produção de material didático para áudio e vídeo da APEC, Supervisora de Literatura da Secretaria de Cultura de Fortaleza (SecultFor), onde desenvolveu trabalhos voltados às políticas públicas para o Livro, a Leitura e a Literatura. Integrou a equipe que implementou o Projeto CUCA em Fortaleza, trabalhando durante 4 anos no Instituto CUCA como Diretora de Núcleos de Atividades Especiais. Atualmente é professora da Escola Superior de Tecnologia da Universidade Estadual do Amazonas e pesquisadora da Cátedra Amazonense de Estudos Literários. Desenvolve o projeto de produtividade: Trânsito de Ideias: a poesia de Orides Fontela (1940-1998) e a filosofia de Vilém Flusser (1920-1991).

Fernanda Meireles

Fernanda teve o seu primeiro contato com colagens em 1996, ao ler as criações da pesquisadora cearense Thais Aragão. “Minha primeira aproximação já me deixou apaixonada e logo comecei a produzir os zines em diversos formatos e objetos”. A artista publica em postais, garrafas, camisas, jornais e cartas. Mestre em Comunicação, especialista em Arte-Educação, graduada em Letras, artista visual e escritora, além de criadora da Loja sem Paredes e membro da ONG Zinco- Centro de Estudo, Pesquisa e Produção em Mídia Alternativa.

Frei Betto

Autor de 60 livros, editados no Brasil e no exterior, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou em 1982  o Prêmio Jabuti, por seu livro de memórias Batismo de Sangue (Rocco). Em 1982, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o Prêmio Juca Pato por sua obra Fidel e a religião. Seu livro A noite em que Jesus nasceu (Editora Vozes) ganhou o prêmio de Melhor Obra Infanto-Juvenil de 1998, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2005, o júri da Câmara Brasileira do Livro premiou-o mais uma vez, agora na categoria Crônicas e Contos, pela obra Típicos Tipos – perfis literários (Editora A Girafa). Em 2011, seu romance policial Hotel Brasil (Rocco) ficou entre as dez obras finalistas do Prêmio Jabuti, no quinto lugar. Em 2012, seu romance Minas do Ouro (Rocco) ficou entre os finalistas do Prêmio Portugal Telecom. Colabora com vários jornais, revistas, sites e blogs, no Brasil e no exterior.

Gilmar de Carvalho

Graduou-se em Direito e Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1971 e 1972 respectivamente. Tornou-se mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo em 1991 e doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1998. Foi professor do Departamento de Comunicação Social da UFC, de 1984 a 2010. Participou do Laboratório de Estudos da Oralidade (UFC/Uece) cujo objetivo era estudar a voz, suas poéticas, a memória e construir um Centro de Estudos que agregue pesquisadores das diversas áreas das ciências humanas. Destaca-se pelo estudo da cultura e da poesia popular nordestina.

Goreth  Albuquerque

Narradora oral, graduada em Pedagogia, graduanda em Psicologia, arte terapeuta. Atualmente é formadora de formadores de professores de Educação Infantil pela Secretaria de Educação do Estado do Ceará e integra o grupo de professores da Escola de Narradores (Fortaleza). Membro do grupo de estudo IARTEH – Investigação em Arte, Ensino e História da Universidade Estadual do Ceará.  Elaborou, coordenou e atuou como formadora do Curso Básico de Formação em Literatura Infantil e Formação de Leitores, um trabalho de implantação de política pública de formação de leitores para os 184 municípios do estado do Ceará, no Eixo Literatura Infantil e Formação de Leitores, realizado pela Secretaria de Educação do Estado do Ceará. Atuou como docente do curso de pós-graduação em Arte educação e na graduação em Pedagogia.

Grupo Ânima

O Ânima surgiu da necessidade de aprofundar o conhecimento das técnicas de construção, produção e sobretudo, movimento e gesto de bonecos, sombras e objetos. A experiência com outros grupos de teatro de títeres deu grande impulso a esse labor. O trabalho do grupo atravessa a identificação com o universo da oralidade e de suas representações artísticas, presentes no romanceiro popular e folguedos de tradição, brotando inspirações para compor temáticas e estéticas, e formando uma híbrida linguagem, a qual dá-se o nome de Cassimiro Coco, ou Mamulengo. Uma década de trabalho compôs uma trilha que tem conduzido o Ânima pelas estradas do Ceará e além, evidenciando-se apresentações em festivais, mostras e centros de arte e cultura; bem como oficinas e vivências para públicos de todas as idades.

Grupo Encantos

Composto por pedagogos, arte educadores e músicos, o Grupo Encantos tem a proposta de levar ao público a magia da contação de histórias, entrando no universo do lúdico e da imaginação através de contos, músicas, atuações teatrais, fantoches, fantasias, acessórios variados e brincadeiras. As histórias contadas e cantadas pelo grupo passam pelo cativante repertório de Beatles, Bia Bedran, Palavra Cantada, Pequeno Cidadão, Clássicos Infantis, Lendas do folclore brasileiro, cirandas, cantigas populares, além de histórias adaptadas de acordo com as necessidades das instituições, escolas e eventos. As histórias são todas musicadas ou permeadas de música, enriquecendo a fantasia e aumentando o encantamento. Entre cantos, melodias, ritmos e sons de vários instrumentos, a história ganha forma e tudo se torna um leque de possibilidades e experiências. Algumas próximas da nossa realidade, quase palpáveis, e outras fantásticas, tão distantes de nós que nos fascinam.

Grupo Formosura de Teatro

O trabalho iniciou a partir da criação de espetáculos com bonecos, contudo o legado artístico trazido da vivência no GRITA levou o Formosura a ampliar seu campo de atuação.Constitui uma família de artistas, que se juntam a parceiros da sua arte, no difícil movimento de realizá-la em grupo. Experimentação através da pesquisa, montagem de espetáculos e também do ensino desta arte para jovens da periferia de Fortaleza, bem como a realização de oficinas e cursos para os diversos segmentos sociais da cidade.

Grupo Iluminuras

Grupo Iluminuras é um projeto de Extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC) e tem como coordenadora a professora Neuma Cavalcante, curadora do Acervo do Escritor Cearense da Biblioteca de Ciências Humanas da UFC. O Grupo reúne pessoas que, renovando a tradição medieval, buscam, por meio da criação de imagens bordadas, realizar uma leitura interpretativa de obras literárias. Assim, pincel, tinta e pergaminho são substituídos por agulha, linha e tecido na revelação pictórica de um ato de ler cujo hábito e qualidade se tem em mente desenvolver e renovar. O nome adotado pelo grupo presta também homenagem à escritora Natércia Campos que tecia textos e tapetes.

Grupo Mirante de Teatro

O grupo surgiu no campus da Universidade de Fortaleza com proposta da então profa Francilda Costa de promover intervenções artísticas amadoras. Alguns anos mais tarde, com a entrada de Francinice Campos e Nazaré Fontenele, o grupo foi ganhando outros moldes, com uma proposta mais teatral, participando de festivais e fazendo temporadas em outros espaços. A passagem de Ricardo Bessa, Hertenha Glauce e Kelva Cristina foram amadurecendo esta vocação do grupo. Em sua história, o Mirante abraçou muitos diretores, dramaturgos e atores, formando parcerias e disseminando aquilo que se tornou a razão primeira de sua existência, o amar à arte dramática.

Guabiras

Cartunista e jornalista do Jornal O Povo desde 1998, Guabiras é criador de HQs e de muitos personagens, publicou mais de 5 mil tirinhas em diversos veículos e em 2003 publicou uma HQ no Jornal Extra de Nova York (EUA). Com a Equipe de Arte do Jornal O Povo, ganhou o prêmio Esso de Jornalismo 2015 na categoria Criação Gráfica. Ganhou o Prêmio Angelo Agostini de Maior Cartunista do Brasil em 2016.

Hélder Pinheiro

Mestre e o doutor em Letras (Literatura Brasileira) pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente, é professor associado da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura e ensino, poesia, literatura infantil, contos e literatura de cordel.

Horácio Dídimo

Escritor cearense. Poeta, ficcionista e ensaísta. Membro da Academia Cearense de Letras. Professor do Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará (UFC). Formado em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e em Letras (UFC), Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Escreveu vários livros no campo de poesia, ensaio e literatura infantil, entre os quais se destacam Tempo de Chuva, Tijolo de Barro, A palavra e a Palavra (Amor – palavra que muda de cor), A nave de Prata, A Estrela Azul e o Almofariz (poesia). É membro da Academia Cearense de Letras, da Academia Cearense da Língua Portuguesa e membro correspondente da Academia de Letras e Artes MaterSalvatoris (Salvador-Bahia).

Ignácio de Loyola Brandão

Nasceu em Araraquara (SP), aos 31 de julho de 1936, às 10 horas. Filho de Antônio Maria Brandão, um ferroviário, de Maria do Rosário Lopes Brandão. Seu avô paterno, José,  foi seleiro, marcineiro, barbeiro, delegado de policia e construiu um carrossel com o qual andava pelo interior. O avô materno, Vital, foi no final da vida, porteiro de grupo escolar e um apaixonado pela política do PSD. ILB fez o curso primário primeiro em escola particular, em seguida no Colégio Progresso, instituição católica. Ginásio no Ginásio Estadual Bento de Abreu que se transformou no Instituto de Educação Bento de Abreu, IEBA, no tempo do curso científico. Foi para São Paulo aos 21 anos e entrou para o jornal Última Hora, onde ficou até 1966, tendo sido repórter, colunista, editor de variedades. Em 1966, aos 30 anos, entrou para a revista Claudia, da Editora Abril, passou pela Realidade, uma das maiores revistas dos anos 60, editou Setenta, a primeira tentativa de se fazer um Vogue brasileiro. Passou para a Editora Três, fez Planeta durante cinco anos, depois Lui e Ciência e Vida, organizou coleções de livros. Entre 1979 e 1990 esteve fora da imprensa, tendo retornado para a direção de Vogue. Seu primeiro livro foi Depois do Sol, contos, em 1965. Ao completar 49 anos de carreira em 2014, já publicou 41 livros, sendo dois de viagens (Cuba e Alemanha) e o restante ficção (romances, contos, infanto-juvenis, uma peça teatral). E mais 30 projetos especiais, como histórias de bancos, empresas, clubes de futebol, teatro, textos para livros de fotografias, sendo o mais recente, sobre os 100 anos do Grupo Cornélio Brennand. Entre seus livros mais conhecidos estão o polêmico Zero, que esteve proibido nos tempos da ditadura militar, Não Verás País Nenhum, O verde violentou o muro,Bebel que a cidade comeu, Dentes ao sol, Cadeiras proibidas, O homem que odiava segunda-feira, O beijo não vem da boca, O anônimo célebre, A altura e a largura do nada e O menino que vendia palavras em 2007, que ganhou o Premio Fundação Biblioteca Nacional como o Melhor Infantil de 2007.  Loyola fez roteiros para filmes, teve livros adaptados para teatro e balé. Viveu na Itália e na Alemanha, tem livros traduzidos para o inglês, espanhol, alemão, italiano, húngaro, checo, coreano do sul.  Recebeu em 2015 o Prêmio Jabuti como Melhor Livro Infanto-Juvenil com Os olhos cegos dos cavalos loucos. Em 2016,  quando completou 80 anos e publicou seu livro de crônicas, Se for para chorar que seja de alegria, Loyola recebeu em 2016 o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra.

Isabel Lustosa

Doutora em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), pesquisadora Titular da Fundação Casa de Rui Barbosa, sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e membro do PEN Club do Brasil. Pesquisadora do Museu da República, de 1983 a 1985, da Fundação Nacional Pró-Memória cedida à Fundação Casa de Rui Barbosa para coordenar o Projeto Botafogo, de 1985 a 1989; chefe da Divisão de Documentação e Pesquisa do Museu da República, de 1989 a 1991; pesquisadora do Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural, atual IPHAN, de 1991 a 1992. A partir de 1992 integra a equipe do Setor de História da Fundação Casa de Rui Barbosa, do qual foi chefe de 1998 a 2000. Especialista em história da imprensa e da caricatura brasileira, é autora de texto que revelou uma série de novas abordagens possíveis para o estudo da arte do caricaturista J. Carlos. Autora de, entre outros, Histórias de Presidentes – a República no Catete (Rio de Janeiro/Petrópolis: Fundação Casa de Rui Barbosa/Vozes, 1989); Brasil pelo método confuso – Humor e boêmia em Mendes Fradique (Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993); A História dos Escravos (literatura infantil) (Companhia das Letrinhas, 1998); Nássara: o perfeito fazedor de arte (Relume Dumará/Rio Artes, 1999), Insultos Impressos – A guerra dos jornalistas na Independência (1821-1823), sua tese de doutoramento (Cia. das Letras, 2000); O nascimento da imprensa no Brasil (Jorge Zahar editor, 2003); As trapaças da sorte: ensaios de história política e de história cultural (EDUFMG, 2004) e D. Pedro I – um herói sem nenhum caráter (Cia. das Letras, 2006). Nos últimos anos, desde que empreendeu junto com Alberto Dines a re-edição do jornal de Hipólito da Costa “Correio Braziliense 1808/1822” (29 volumes, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2002/2003), vem se especializando também na história política do Brasil das três primeiras décadas do século XIX. Entre outubro de 2010 e janeiro de 2011 ocupou a Cátedra Simon Bolívar (IHEAL) da Université Sorbonne Nouvelle Paris 3, na França. Foi titular da Cátedra Sergio Buarque de Holanda/Maison des Sciences de l´Homme/Paris para o período 2012-2015.

Jackson Coelho Sampaio

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), mestrado em Medicina Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e doutorado em Medicina Preventiva pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor de Saúde Pública, docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, líder do Grupo de Pesquisa Vida e Trabalho e do Laboratório de Humanização da Atenção em Saúde, e Reitor da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde mental, saúde e trabalho, política e planejamento em saúde.

Jardson Remido

É poeta marginal, de rua, trocou a quadrada na cintura pelo livro na mochila.

 

 

 

 

 

Jéferson Assumção

Escritor gaúcho, nascido em Santa Maria (RS) em 1970. Tem mais de 20 livros publicados, entre eles “Notas sobre Turibio Núñez, escritor caído” (2016), “Cabeça de mulher olhando a neve” (2015), “A Vaca Azul é Ninja em uma vida entre aspas” (Libretos), “A Ilustração Vital” (Bestiário/Fundación Ortega y Gasset, Cátedra Unesco de Leitura-PUC-Rio), “Homem-massa” (Bestiário/Fundación Ortega y Gasset) e “Máquina de Destruir Leitores” (Sulina), novela-ensaio sobre a formação de leitores na escola brasileira. Foi secretário adjunto de Cultura do Rio Grande do Sul ( 2011 a 2014), secretário municipal de Cultura de Canoas (2009-2010), coordenador-geral e Diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura (2005-2009 e 2015). Ministra Oficina de Escrita Criativa em Brasília, onde mora.

João Pedro Roriz

Escritor, jornalista e arte-educador brasileiro, reconhecido nacionalmente por seus livros juvenis. Começou a carreira artística aos 14 anos, como ator profissional, atuando em peças teatrais e projetos televisivos. Também trabalhou como professor e coordenador de Projetos no Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho no Rio de Janeiro. ​Publicou o primeiro livro juvenil Gorrinho – uma loucura crônica (Paulus) aos 26 anos de idade. A obra ganhou o selo “Meus livros favoritos na escola” e repercussão nacional. A partir desse momento, Roriz passou a dedicar-se exclusivamente à Literatura e à arte-educação. ​É autor de 25 livros, a maioria paradidática direcionada para o público juvenil e também de peças de teatro.

João Silvério Trevisan

Escritor de literatura ficcional, ensaística e infanto-juvenil, tem 12 livros publicados, entre ensaios, romances e contos. Realizou inúmeros trabalhos como roteirista e diretor de cinema, dramaturgo e jornalista. Dirigiu o longa metragem cult Orgia ou o homem que deu cria (1971), que ficou proibido durante mais de 10 anos pela ditadura. Já escreveu nos mais importantes jornais e revistas brasileiras, além de vários órgãos internacionais. É tradutor do espanhol e inglês, tendo vertido para o português obras de Jorge Luis Borges, Guillermo Cabrera Infante e Melanie Klein, entre outros. Nos últimos 27 anos, tem se distinguido como coordenador de concorridas oficinas de criação literária, realizadas em diferentes instituições no Brasil e na internet, pelas quais já passaram mais de uma geração de novos escritores.  Também tem realizado oficinas de roteiro cinematográfico. Foi contemplado com alguns dos principais prêmios artísticos brasileiros, tendo recebido três vezes  o Prêmio Jabuti, assim como três vezes o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA), o último deles com seu mais recente romance: Rei do Cheiro (Record, 2009). Várias de suas peças teatrais foram encenadas em diferentes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, tendo recebido prêmios nos Festivais de Teatro de João Pessoa e Campina Grande. Foi contemplado com bolsas da Funarte (Fundação Nacional de Arte), Fundação Vitae (São Paulo) e Prefeitura da Cidade de Munique (Alemanha). Recebeu mais de uma vez o Prêmio Estímulo, da Prefeitura de São Paulo, para desenvolvimento de roteiros cinematográficos. Em 2001, foi escritor-residente na Universidade do Texas, em Austin. Seu conto Dois corpos que caem compõe a antologia “Cem Melhores Contos Brasileiros do Século 20”. Sua obra já foi traduzida para o inglês, alemão, espanhol, italiano, polonês e húngaro. Ativista na área de direitos humanos, fundou em 1978 o “Somos”, primeiro Grupo de Liberação Homossexual do Brasil, e foi um dos editores-fundadores do mensário “Lampião”, o primeiro jornal voltado para a comunidade homossexual brasileira, ainda na década de 70. Viveu em San Francisco/Berkeley (USA), Cidade do México e Munique (Alemanha). Atualmente reside na cidade de São Paulo.

João Tordo

Português de Lisboa, é formado em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou como jornalista freelancer em vários jornais. Viveu em Londres e nos Estados Unidos. Em 2001, venceu o Prêmio Jovens Criadores na categoria de Literatura e, mais tarde, o Prêmio Literário José Saramago 2009 com As Três Vidas (2008), tendo sido finalista, com o mesmo romance, do Prémio Portugal Telecom, em 2011. Com o romance O Bom Inverno foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011) e do Prémio Fernando Namora (2011); a tradução francesa integrou os finalistas da 6.ª edição do Prémio Literário Europeu. Da sua obra publicada constam ainda os romances: O Livro dos Homens sem Luz (2004), Hotel Memória (2007), Anatomia dos Mártires (2011, Finalista do Prémio Literário Fernando Namora 2012), O Ano Sabático (2013), Biografia Involuntária dos Amantes (2014, Finalista do prémio Fernando Namora 2015 e do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores 2015). Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Hungria e Brasil. Em 2015 publicou dois romances: O Luto de Elias Gro e O Paraíso Segundo Lars D., os dois primeiros volumes de uma trilogia.

Joca Terron

Nascido em Cuiabá (MT), cursou arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro e desenho industrial na Universidade Estadual Paulista. Em 1998 fundou a editora Ciência do Acidente, na qual foi editor e pela qual publicou seu primeiro livro, a coletânea de poemas Eletroencefalodrama (1998). A casa editorial também lançou seu primeiro romance, Não há nada lá (2001), e seu segundo livro de poemas, Animal Anônimo (2002), além de ter publicado nomes como Marçal Aquino antes de fechar as portas em 2004. Terron publicou os livros de relatos Hotel Hell (Livros do Mal, 2003), Curva de rio sujo (Planeta, 2003), e Sonho interrompido por guilhotina (Casa da Palavra, 2006), e três romances, além de Guia de ruas sem saída, graphic novel ilustrada por André Ducci (Edith, 2012). Em 2010, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional de melhor romance por Do fundo do poço se vê a lua (Companhia das Letras, 2010). Seu último romance é A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves (Companhia das Letras, 2013), também publicado no México pela Editorial Almadía e na Itália por Caravan Edizioni. Organizou a coleção Otra língua, que foca em autores hispano-americanos, para a qual traduziu Deixa comigo (Rocco, 2013), de Mario Levrero, entre outros. Também traduziu Paris não tem fim (CosacNaify, 2007), de Enrique Vila-Matas, e Mary Poppins (CosacNaify, 2014), em edição ilustrada pelo estilista Ronaldo Fraga. Na produtora paulistana RT/Features, coordenou produções editoriais e seleção de direitos para obras a serem adaptadas ao cinema e à TV, como coleção Amores Expressos (publicada pela Companhia das Letras) e a série O Hipnotizador, atualmente no canal HBO. Seu trabalho como escritor se estende ao palco, tendo assinado a dramaturgia de duas peças, Cedo ou tarde tudo morre, dirigida por Haroldo Rego, e Bom Retiro 958 metros, dirigida por Antônio Araújo e encenada pelo Teatro da Vertigem, e ao cinema: o longa-metragem Curva de rio sujo foi filmado por Felipe Bragança em 2015 e estreou mundialmente em 2017 nos festivais de Sundance, EUA, e de Berlim. O romance A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves está em processo de adaptação, a ser dirigido por Philippe Barcinski. Em abril de 2017 lançará o romance Noite dentro da noite, ganhador da bolsa Petrobras Cultural 2012, pela Companhia das Letras. 

Jorge Pieiro

Nome literário de Jorge Alan Pinheiro Guimarães, Jorge Pieiro é leitor, narrador, poeta e viajante. Nasceu em Limoeiro do Norte (CE), em 1961, e vive andando pelo mundo, de verdade, ou com a imaginação. Publicou em selo próprio várias obras destinadas aos adultos, dentre as quais Caos Portátil, Bolha de osso e A grande casca do S; como também para o público infantil e juvenil, a exemplo de Personagem, porque te quero, Sem tempo, ora! e O outro dono do fim do mundo, todos editados pela Conhecimento Editora; e Os sonhos de Josafá, pela Editora IMEPH. Nesta Bienal, três obras recentemente publicadas serão lançadas: o infantil A menina do picolé azul; a biografia Ivan Corrêa – Senhor de lugares e palavras, publicações da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE); e o Almanaque da (nossa) gente, pela Grimpa/Imprece. Tem participado de coletâneas diversas no Brasil e no exterior. Foi bolsista da Fundação Biblioteca Nacional (2009) para conclusão dos poemas de Umbigo de Ebderelis. Sempre tem uma porção de livros guardados para publicar, pois escreve todos os dias, faça chuva ou faça sol. Foi balconista, cobrador, datilógrafo, bancário, quase engenheiro químico, roteirista, professor de literatura e já exerceu cargos no Ministério da Cultura e na Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. Atualmente, presta consultorias, ministra cursos em seu Projeto EscrevLer e é assessor na Secretaria da Cultura de Fortaleza.

José Augusto Bezerra

Cearense apaixonado por livros, foi o fundador e primeiro Presidente da Associação Brasileira de Bibliófilos. Foi presidente do Instituto do Ceará Histórico Geográfico e Antropológico e da Academia Cearense de Letras. É membro da Academia Portuguesa de História e da Real Sociedade Arqueológica Lusitana. É autor de vários livros, sendo o primeiro deles O Espírito do Sucesso, romance épico, de 2004. Criou o Memorial Rachel de Queiroz e a Medalha Cultural José Mindlin, da Associação Brasileira de Bibliófilos. Realizou várias exposições de livros, edições raras, além de ter organizado a feira do sebo e encontros nacionais de bibliófilos. Entre outras atividades realizadas na área cultural, estão a conclusão do Memorial Barão de Studart; criação de hemeroteca com jornais dos séculos XIX e XX, do Ceará, considerada uma das melhores do Nordeste; criação do laboratório de restauração e encadernação de obras raras do Instituto do Ceará. Sua vasta biblioteca é consultada por inúmeros intelectuais e foi visitada por estudiosos como Aurélio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre. A biblioteca reúne 27 mil volumes raros e tem coleções expressivas em várias áreas do conhecimento: literatura infantil, língua tupi-guarani, manuscritos sobre o Brasil e primeiras edições de grandes escritores brasileiros. Possui o maior conjunto de dicionários do Brasil e uma coletânea única de correspondências e primeiras edições das obras de José de Alencar. Tem ainda os maiores acervos do País de livros sobre oratória e, particularmente, sobre o Ceará. É autor do único livro sobre obras raras apresentado pela British Library no Brasil.

José Castilho Marques Neto

Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo e professor aposentado de Filosofia da FCL-UNESP desde fevereiro de 2016. Nesta universidade exerceu funções de direção junto à Editora UNESP desde 1988. Foi editor-executivo e diretor de Publicações da FUNDUNESP e tornou-se o primeiro diretor-presidente da Fundação Editora da UNESP em 1996, cargo que exerceu até junho de 2015. Atualmente atua como consultor e é sócio-diretor na JCMN Gestão&Projetos Livro-Leitura-Biblioteca. Seu trabalho na Editora UNESP o levou a uma intensa e notória atuação no campo editorial e da política pública, onde exerceu cargos e funções, entre os quais se destacam: Diretor da Biblioteca Pública Mário de Andrade de São Paulo, a segunda maior biblioteca de preservação brasileira; Presidente da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), em três gestões; Presidente da Asociación de Editoriales Universitarias de America Latina y el Caribe (EULAC), em três gestões; Secretário executivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), vinculado ao MEC e ao MINC, em dois períodos; Membro titular da Comissão Nacional do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), de 2013 a 2016; Membro titular da área de humanidades na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), do Ministério da Cultura, de 2006 a 2009; Membro titular da Câmara Setorial do Livro e Leitura do Ministério da Cultura, de 2005 a 2007; Membro titular do Colegiado Setorial do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, de 2006 a 2011 e de 2013 a 2016; Consultor ad hoc de organismos nacionais e internacionais da área acadêmica, educativa e cultural e de fomento ao livro, à leitura e às bibliotecas: Centro Regional para o fomento ao livro na América Latina e Caribe, Portugal e Espanha (CERLALC/UNESCO), desde 1990; Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), desde 2007; Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe (IESALC/UNESCO), em 2005; Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), desde 1993; Membro titular do Conselho Curador do Prêmio São Paulo de Literatura em três edições; Curador do Prêmio ABEU – 2016 e 2017.

Júlio César Farias de Andrade

Alagoano, é servidor público da Universidade Federal de Alagoas, capoeirista angoleiro e mestre de maracatu de baque virado em Alagoas. Júlia César nos conta a história de Bomani, homem digno e filho único de uma família que vive do plantio e comércio de An-nil em Kano, Norte da Nigéria. A paz que desfrutavam, nas proximidades do Deserto do Saara, é abalada durante uma jihad, após inúmeros ataques às caravanas chefiadas por Bomani. Feito prisioneiro, vendido e trabalhando como servo, percorre o país e presencia seus costumes milenares. O cenário muda e Bomani se vê dentro de um tumbeiro rumo ao Brasil. Ao final de uma longa e sofrida viagem, aporta nos arredores da Vila de São Francisco do Penedo, Comarca das Alagoas.

Kiara Terra

Kiara Terra era uma menina que tinha dois pais. O primeiro parecia o Fábio Jr. misturado com o Tom Jobim. O segundo era baiano, mistura de Dom Quixote e Tom Zé. Sua mãe queria ir embora com o circo, que nunca a levou.
Kiara nasceu em São Paulo quase na noite de São João e desde cedo gostava de inventar palavras novas. Formou-se em Teatro no Célia Helena Teatro-Escola e Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP. Conheceu Hélio Oiticica, Lygia Clark, a dança, a performance, a improvisação e tantas outras linguagens. Mas antes de tudo, Kiara encontrou as palavras. Estas estavam em todas as partes.  É escritora (A Menina dos Pais Crianças, editora Ática; Hocus Pocus: um pai de presente, Companhia das Letras) e contadora de histórias. Em 1998 criou o método de narração chamado A História Aberta que são narrativas colaborativas que estimulam a participação do público. Escuta e técnicas de improvisação são os principais recursos desse modo de narrar. Ele tem se tornado um instrumento pedagógico abrangente tanto na formação de professores como para espaços de mediação de obras de arte, museus e exposições. Kiara viaja o Brasil formando educadores.

Kiusam de Oliveira

Artista multimídia, arte-educadora, contadora de histórias, bailarina e coreógrafa. Produtora cultural, escritora, pedagoga especialista em Administração escolar, orientação educacional e em deficiência intelectual. É doutora em Educação e Mestre  em Psicologia pela Universidade de São Paulo. É professora na Universidade Federal do Espírito Santo, coordena o Projeto de Pesquisa Ere-Ecoa: Omi (Água). Sempre encontra um meio: entre as africanidades e a educação, o transcendente. Nos últimos 12 anos, foi gestora na Secretaria Municipal de Diadema (SP), implementando a Lei 10.639/03. Também em Diadema foi professora no Centro de Atenção à Inclusão Social (CAIS), especialista na deficiência intelectual. Foi assessora na implementação da mesma Lei na Prefeitura de São Bernardo (2010), e em  São Paulo (2012). Em 2016, foi Assessora pedagógica e palestrante no Encontro Bibliotecas Vagalume, em Comunidades Quilombola, promovido na Reserva Extrativista Quilombo Frechal, Mirinzal (MA). É Iyalorixá (mãe de santo) na tradição Ketu No Ilê Axé Arawá Odé Of Á Olugbessan.

Klístenes Braga

Doutorando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará (Uece), mestre em Linguística Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Uece, especialista em Gestão Pública Municipal pela Uece, Klístenes Braga atua principalmente nos seguintes temas: audiodescrição, tradução audiovisual, acessibilidade, educação, gestão e produção cultural. Sua pesquisa tem como objetivo a formação de professores para a educação inclusiva de pessoas com deficiência visual por meio da audiodescrição na Educação a Distância.

Leonardo Sakamoto

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Cobriu conflitos armados em diversos países e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). É diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

Luana Antunes

É professora adjunta do Instituto de Humanidades e Letras da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB/Redenção CE), doutora em Letras (Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa), pela Universidade de São Paulo (2014), mestre em Letras (Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa), pela Universidade Federal Fluminense (2008), bacharel e licenciada em Letras (Língua e Literatura Portuguesa e Francesa) pela Universidade Estadual Paulista (2005). Desenvolve pesquisa no campo das Literaturas de Língua Portuguesa e Literaturas Francófonas, com destaque para as relações entre Literatura e outros campos de saberes das Ciências Humanas, como História e Política; Literatura, corporeidade e autoria feminina; Literatura Comparada.

Luiz Antônio Simas

Bacharel, licenciado e mestre em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Publicou em parceria com o caricaturista Cássio Loredano, pela editora Folha Seca, o livro O vidente míope, sobre o desenhista J. Carlos e o Rio de Janeiro da década de 1920.  É coautor, ao lado de Alberto Mussa, do ensaio Samba de Enredo, História e arte, lançado pela editora Civilização Brasileira (2010). Em 2012 publicou, na coleção Cadernos de Samba, o livro Portela – tantas páginas belas, pela editora Verso Brasil. Em 2013 lançou, pela Mórula Editorial, Pedrinhas Miudinhas: ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros, reunindo 41 pequenos ensaios sobre cultura popular carioca de origem africana, originalmente publicados no jornal O Globo.  Em 2015 lançou, pela Mórula Editorial, Pra tudo começar na quinta-feira, em parceria com Fábio Fabato. Nos últimos anos trabalhou na elaboração do Dicionário da História Social do Samba, em parceria com Nei Lopes, lançado pela editora Civilização Brasileira em 2015. É coautor da série de livros Família do Carnaval, sobre as escolas de samba do Rio de Janeiro. É coautor do livro Roda dos Saberes do Cais do Valongo. Tem diversos artigos sobre a cultura das ruas do Rio de Janeiro publicados em livros, jornais e revistas. Trabalhou como consultor, ao lado de nomes como Ruy Castro, Sérgio Cabral, Jairo Severiano e Hermínio Bello de Carvalho, no processo de criação do novo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Foi jurado do Estandarte de Ouro, maior premiação do Carnaval. Foi colunista do jornal O Dia, onde assinou coluna semanal sobre a cultura das ruas cariocas. Desenvolveu o projeto Ágoras Cariocas, ligando educação, música popular e história dos bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro, em parceria com o coletivo Norte Comum.  É curador do Fim de Semana do Livro no Porto, festa literária contemplada com o prêmio Porto Maravilha para projetos relevantes na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro. Recebeu em 2014, por serviços prestados à cultura do Rio de Janeiro de matriz africana, o conjunto de medalhas da comenda Pedro Ernesto, conferido pela Câmara Municipal. Foi o vencedor, em 2016, do Prêmio Jabuti, do Livro de Não Ficção do Ano, com o Dicionário da História Social do Samba.

Luiz Eduardo de Carvalho

Autor de Sessenta e seis elos, que teve parte da tiragem destinada a bibliotecas públicas de todo o País. “Isso por si só já é um grande prêmio, não só para o autor, mas para todos. É uma contrapartida social. É importante que essas obras possam abastecer bibliotecas e centros culturais em âmbito federal, estadual e municipal”, explica.

Luiz Ruffato

Mineiro de Cataguases, lançou Eles eram  muitos cavalos (2001), Estive em Lisboa e lembrei de você (2009), Flores artificiais (2014), De mim já nem se lembra (2015) e Inferno provisório (2016), todos romances; As máscaras singulares (poemas, 2002) e Minha primeira vez (2014, crônicas). Seus livros ganharam os prêmios Machado de Assis, APCA (duas vezes), Jabuti (duas vezes) e Casa de las Américas e estão publicados na Argentina, Colômbia, Cuba, México, Estados Unidos, Portugal, França, Itália, Alemanha, Finlândia e Macedônia. Em 2012 foi escritor residente na universidade de Berkeley (EUA) e em 2016 recebeu o Prêmio Internacional Hermann Hesse, na Alemanha. Mantém uma coluna semanal no jornal El Pais – Brasil e é consultor de literatura no Instituto Itaú Cultural.

Manu Kelé

É membro da Academia Afrocearense de Letras (AFROCEL). Poeta, músico, compositor e professor, começou a brincar com as palavras nos intervalos do curso de História, que era festejado no Pátio Interno da UFC, com os amigos Eduardo Loureiro, Fabiano dos Santos e Luíza de Theodoro. Formamos o grupo Os Internos do Pátio,  que se reúne até hoje para encantar nossos sons poéticos.

Marcelino Freire

Escritor pernambucano, viveu no Recife e, desde 1991, reside em São Paulo. É autor, entre outros, dos livros Angu de Sangue (Ateliê Editorial) e Contos Negreiros (Editora Record), que ganhou o Prêmio Jabuti de 2006. Em 2004, idealizou e organizou a antologia de microcontos Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século (Ateliê). Alguns de seus contos foram adaptados para teatro. Participou de várias antologias no Brasil e no exterior. Contos Negreiros foi publicado em 2013 na Argentina, pela Editora Santiago Arcos e com tradução de Lucía Tennina, e no México, pela Librosampleados, com tradução de Armando Escobar. Criou a Balada Literária, evento que, desde 2006, reúne escritores, nacionais e internacionais, pelo bairro paulistano da Vila Madalena. É um dos integrantes do coletivo EDITH, pelo qual lançou, em julho de 2011, o livro de contos Amar É Crime. No final de 2013, publicou seu primeiro romance, intitulado Nossos Ossos (Record), publicado também na Argentina, pela editora Adriana Hidalgo, e na França, pela editora Anacaona, e com o qual ganhou o Prêmio Machado de Assis 2014 de Melhor Romance pela Biblioteca Nacional. Coordena oficinas de criação literária desde o ano de 2003. Crédito

Marcelo Gleiser

Nascido no Rio de Janeiro, é  professor de física e astronomia do Dartmouth College, em Hanover (EUA),  onde ensina, entre outras disciplinas, “Física para Poetas”, extremamente popular na universidade, atraindo pessoas que não possuem ligações com a física. Em 1994 ganhou do presidente Bill Clinton o prêmio Presidential Faculty Fellows Award por seu trabalho de pesquisa em cosmologia e por sua dedicação ao ensino. É também escritor e roteirista, tendo ganhado o Prêmio Jabuti com seu livro de estreia, A Dança do Universo, escrito para leigos e tornou-se um marco da divulgação científica no Brasil. Para encontrar sentido no mundo e nosso lugar no grande esquema das coisas, ele estuda a complexa estrutura da natureza, com foco nas questões fundamentais relacionadas ao que ele chama de “três origens”: cosmos, vida e mente. Entre seus outros títulos estão O Fim da Terra e do Céu, A harmonia do mundo,Criação Imperfeita, Mundos Invisíveis – da Alquimia à Física de Partículas. Em 2016, lançou A simples beleza do inesperado.   

Márcia Tiburi

Graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia, publicou diversos livros de filosofia, entre eles  As Mulheres e a Filosofia” (Ed. Unisinos, 2002), Filosofia Cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004); Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero (EDUNISC, 2008), Filosofia em Comum (Ed. Record, 2008), Filosofia Brincante (Record, 2010), Olho de Vidro (Record 2011), Filosofia Pop (Ed. Bregantini, 2011) e Sociedade Fissurada (Record, 2013), Filosofia Prática, ética, vida cotidiana, vida virtual (Record, 2014). Publicou também romances: Magnólia (2005), A Mulher de Costas (2006) e O Manto (2009) e Era meu esse Rosto (Record, 2012). É autora ainda dos livros Diálogo/desenho (2010), Diálogo/dança (2011), Diálogo/Fotografia (2011) e Diálogo/Cinema (2013) e Diálogo/Educação (2014), todos publicados pela editora SENAC-SP. Em 2015 publicou Como Conversar com um fascista – Reflexões sobre o Cotidiano Autoritário Brasileiro (Record, 2015). É colunista da revista Cult.

Marco Cezar de Freitas

Mestre e Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Marco Cezar é Professor Associado Livre-Docente do Departamento de Educação da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo. Atua na formação de professores no Curso de Pedagogia oferecendo cursos sobre infância, vulnerabilidades infantis e inclusão. Dedica-se à pesquisa de atenção às crianças em rotinas institucionais, especialmente as de escolarização, com foco sobre as formas que os temas corpo, diversidade e inclusão adquirem nesses processos. Coordena o Projeto Internacional Plataforma de Saberes Inclusivos com colaboradores da Argentina, Uruguay, Equador, EUA e Holanda, e o Laboratório de Ensino e Vulnerabilidades Infantis, LEVI. Além disso, coordena a Escola Livre para Formação Inclusiva que, em parceria com escolas públicas e equipamentos de saúde, oferece formação a respeito da escolarização de crianças cronicamente enfermas. É autor dos livros História social da infância no Brasil (2016), O aluno incluído na educação básica: avaliação e permanência (2013), As asas do burro de Einstein: memórias de um sobrevivente do bullying (2011), dentre outros

Marco Haurélio

Baiano que desde muito cedo conheceu a literatura de cordel, as histórias de Trancoso e os relatos de assombração, que, muito tempo depois, inspiraram livros, Marco Haurélio mora desde 2005, vive em São Paulo, divulgando a literatura de cordel e as manifestações da cultura espontânea. É colaborador do Centro de Estudos Ataíde Oliveira (CEAO), da Universidade do Algarve, Faro Portugal.

 

 

Maria Sárvia da Silva Martins

Mestra em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (UFC), com a dissertação Mulher e sociedade: de corpo dominado a corpo dominante em contos de Lygia Fagundes Telles(2015). Possui Graduação em Letras/Português − Bacharelado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), com monografia intitulada Morte versus vida: representações da mulher nos contos de Lygia Fagundes Telles (2012). Desenvolveu pesquisa na área de Literatura Cearense, com o projeto Sertão-poesia: um estudo da obra de Jáder de Carvalho. Participou do grupo GETEL (Grupo de Estudos em Teoria da Literatura Uece). Atualmente, é integrante do Grupo de Estudo/Pesquisa Outras Vozes: Gênero e Literatura (UFC).

Marina Colasanti

Escritora e jornalista ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritreia. Viveu sua infância na Líbia e então voltou à Itália onde viveu onze anos. Emigram para o Brasil em 1948, em razão da difícil situação vivida na Europa após a Segunda Guerra Mundial. No Brasil estudou Belas-Artes e trabalhou como jornalista, tendo ainda traduzido importantes textos da literatura italiana. Como escritora, publicou 33 livros, entre contos,poesia, prosa, literatura infantil e infanto-juvenil. Seu primeiro livro foi lançado em 1968 e se chama Eu sozinha. Seu livro de contos Uma ideia toda azul  recebeu o prêmio O Melhor para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2010, recebeu o Prêmio Jabuti pelo livro Passageira em trânsito.

Mary del Priore

Autora de 47 livros sobre história do Brasil, Mary del Priore lecionou na Faculdade de História da Universidade de São Paulo (USP) e na Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ). Vencedora de mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, inclusive três Jabutis, colabora para jornais e revistas científicos e não científicos. Colaborou por dez anos com o jornal O Estado de São Paulo e é membro do  Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro (IHGRJ), PEN Club do Brasil, Academia Carioca de Letras e Real Academia de História de España entre outras academias internacionais. Atualmente, leciona no pós graduação da Universidade Salgado de Oliveira.

Mestre José Barbosa

Cearense radicado em Teresina (PI) há 18 anos. É poeta cordelista e repentista, autor de vários folhetos de Literatura de Cordel, entre eles Mensageiro da Cultura, Eu Sou Sertanejo, Perguntas e Respostas, ABC da Pobreza, Cordel na Sala de Aula, Eu Vi Deus e muitos outros.

 

 

Moema Augel

Doutora em Literaturas Africanas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professora aposentada de Língua Portuguesa e Cultura Brasileira nas Universidades de Bielefeld e de Hamburgo. Radicada na Alemanha, dedica-se às literaturas afro-brasileira e guineense e à literatura de viagens do século XIX, com múltiplas publicações nos três campos de pesquisa. De 1993 a 1998 foi pesquisadora da literatura guineense no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) em Bissau, tendo sido na época quem iniciou a Coleção Kebur, tendo publicado oito volumes de autores guineenses, até então inéditos Está desde 2005 aposentada de suas atividades docentes como Professora de Português para Estrangeiros (Língua e Culturas) nas Universidades de Bielefeld e de Hamburgo. Desde 2006, é pesquisadora sem vínculo empregatício, com Projetos e publicações sobre a literatura afrobrasileira, literatura guineense e literatura de viagens do século XIX. Publicações: O desafio do escombro. Nação, identidades e pós-colonialismo na literatura da Guiné-Bissau (Rio de Janeiro: Garamond, 2005); A nova literatura da Guiné-Bissau (Bissau: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa, 1998); Schwarze Poesie/Poesia Negra; Afrobrasilianische Dichtung der Gegenwart. St. Gallen/Köln: (Edition diá, 1988).

Natércia Pontes

Natural de Fortaleza, mora em São Paulo. Autora de Az mulerez (Edição do autor, 2004) e Copacabana dreams (CosacNaify, 2012, finalista do Prêmio Jabuti 2013), organizou o livro de contos Semana (Hedra, 2007) e participou de diversas coletâneas, sendo a última Heróis urbanos, lançada pela Rocco em 2016.

 

 

Natércia Rocha

Nascida em Fortaleza, é formada em Jornalismo pela Universidade de Taubaté (SP), e em Dramaturgia, pela Escola de Dramaturgia do Museu da Imagem e do Som (MIS). Em 2008, foi contemplada com o Prêmio Edital de Incentivo às Artes, da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult), e publicou o livro Rumo Norte. Em 2010, o livro recebeu o Prêmio Otacílio de Azevedo de Reedição da Secult. Publicou, em 2014, em parceira com a bióloga Margareth Muniz, o livro-arte Viva o Tempo que se Chama Hoje, com apoio da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc). Em 2014, lançou o primeiro livro de contos, intitulado Contos de Ir Embora, que traz ilustrações do artista plástico Audifax Rios e prefácio de Nilto Maciel. O trabalho foi premiado no IX Edital de Incentivo às Artes da Secult 2014. É autora da biografia do humorista cearense Chico Anysio, da Coleção Terra Bárbara, do Jornal O Povo (2016) e do livro institucional E Assim se Passaram 25 Anos… (2016), uma edição comemorativa das bodas de prata do Programa de Ação Integrada para o Aposentado (PAI), da Secretaria de Planejamento dfo Estado do Ceará (Seplag). Em abril de 2017 lançará o sexto livro, intitulado Juarez Barroso: O Poeta da Crônica-Canção, aprovado no Edital das Artes 2016, da SecultFor. Realizou, em 2015,  o videoarte Da Janela Lateral, resultado de sete anos de captação de imagens no Centro de Fortaleza e que, em 2017, foi selecionado para a Mostra Sesc de Cinema. Ainda na área do audiovisual, documentou em vídeo a tribo dos Índios Guarani Mbyá, da Aldeia Boa Vista, em Ubatuba (SP), intitulado: Brasil – 50 Mil Anos e organizou a Exposição Virtual Rumo NorteParticipa com pesquisas históricas no livro O Inimigo do Rei (2006), do jornalista Lira Neto; com textos no livro de fotografias Na Palma do Olho – Fotografias de Carlinhos Alcântara (2009); e na preparação de textos do livro Crônicas Absurdas de Segunda (2014), do escritor Raymundo Netto. Trabalhou como repórter nos jornais O Povo e Diário do Nordeste.

Nathan Matos Magalhães

Doutorando em Literaturas Modernas e Contemporâneas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é mestre em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação (PPGL) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Graduado em Letras-Português e Literatura pela UFC. Foi bolsista de Iniciação Científica (CNPQ). Desenvolve pesquisas na área de Literatura Brasileira, Poesia Brasileira, com ênfase em Orides Fontela. É editor no portal literário LiteraturaBr, na Revista e Editora Substânsia e na Editora Moinhos.

Nei Lopes

Carioca, Nei Lopes é compositor e intérprete de música popular, além de escritor e estudioso das culturas africanas, no continente de origem e na Diáspora. É bacharel em Direito e Ciências Sociais, tem mais de 30 livros publicados sobre a temática africana e afro-originada, entre eles Kofi et le petit garçon de feu (tradução para o francês de Kofi e o menino de fogo, Rio, Pallas, 2009) Editions Ruisseaux d’Afrique, Republique du Benin, 2012); A lua triste descamba (romance, Pallas Ed. 2012); Dicionário da hinterlândia carioca (Pallas, 2012); Esta árvore dourada que supomos (romance, Babel Editora, 2011); Dicionário da Antiguidade Africana (Civilização Brasileira, 2011); Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana (Selo Negro, 4ª. ed., 2011); Oiobomé, a Epopéia de Uma Nação (romance, Agir, 2010); História e Cultura Africana e Afro-brasileira (Barsa-Planeta, Prêmio Jabuti, paradidático, 2009); Mandingas da Mulata Velha na Cidade Nova (romance, Língua Geral, 2009); Vinte contos e uns trocados (Rio, Record, 2006) Novo Dicionário Banto do Brasil (Pallas Editora, 2003 [2012]).; Partido-alto, samba de bamba (Pallas, 2005); Rio Negro, 50 (romance, Record, 2015);  Dicionário da História Social do samba, com Luiz Antonio Simas (Ed. Civilização Brasileira, 2016 – Prêmio Jabuti 2016 – Melhor obra de nao ficção e Livro do Ano). Em 2012, recebeu da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro o título de doutor honoris causa. Antes disso, em novembro de 2005 recebeu, do Governo Brasileiro, a Ordem do Mérito Cultural, no grau de comendador; e em junho de 2006 era focalizado pela Revista O Globo (nº. 100, 25.06.06) na reportagem “100 brasileiros geniais”. Em 2014, publicou Poétnica – Poesia completa (Mórula Editora), contemplando 50 anos de lavor poético e Contos e crônicas, na coleção “Para ler na escola”, além de Song of the songs (tradução para o inglês de “Cântico dos cânticos”, da coletânea Vinte e Contos e Uns Trocados) incluído em uma antologia de contos brasileiros  pela  Comma Press, de Manchester, Reino Unido.  Em 2015, lançou pela Editora Record, o romance Rio Negro, 50, sobre o Rio na década de 1950, do ponto de vista dos negros e afro-mestiços cariocas.

Nezite Alencar

Nascida na Chapada do Araripe, Nezite Alencar é cordelista membro da Academia dos Cordelistas do Crato,  graduada em História pela Universidade Regional do Cariri (URCA), especialista em História do Brasil, conhecimentos que fundamentaram seus trabalhos. Autora de vários livros em poesia e cordel. Participou do Projeto Griô, parceria da Lira Nordestina, da Urca, com o Ministério da Cultura, como cordelista, contadora de causos e histórias. Foi selecionada para o Prêmio mais Cultura de Literatura de Cordel/2010, Edição Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura, na categoria Criação e Produção. Recentemente teve trabalho selecionado para participar do catálogo brasileiro para a Feira de Bolonha. Autora do paradidático Cordel das Festas e Danças Populares (PAULUS, 2011), proporciona uma viagem cultural por meio de danças e ritmos que animam as festas populares brasileiras, como o carnaval, o carimbó, a capoeira, o samba e a ciranda, apresentando as contribuições africanas, indígenas e europeias na formação da identidade nacional. Foi seu infantojuvenil, Juanito e o monstro marinho, que no ano anterior foi selecionado para o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel (2010), do Ministério da Cultura (MEC). Esta mesma obra compôs a Cesta Básica de Cultura e Conhecimento, lançada na Feira do Livro de Brasília.

Nirton Venancio 

Cineasta, roteirista, poeta, revisor de textos, professor de literatura e cinema, Nirton Venancio tem licenciatura plena em Letras, pela UECE, com habilitação em Português e Literatura da Língua Portuguesa. É Acadêmico Imortal do Conselho Internacional dos Acadêmicos de Ciências, Letras e Artes, Cadeira Nº 45. Foi um dos fundadores do Grupo Siriará de Literatura, em Fortaleza. Escreveu por dez anos a coluna Zoom, no jornal O Povo (CE), onde foi também repórter fotográfico. Na Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, foi Técnico em Audiovisual. Em Brasília foi Técnico em Educação do Arquivo Nacional. Publicou os livros “Roteiro dos pássaros”, Prêmio Filgueira Lima de Poesia, e “Cumplicidade Poética”. Prepara “Poesia Provisória”, onde reúne toda sua produção dos últimos dez anos, e o livro de pesquisa “Os mais belos versos da música brasileira”. Foi premiado em vários concursos nacionais de poesia, escreve para revistas e periódicos culturais.

O seu curta de estreia em 35mm, “Um cotidiano perdido no tempo” (1988), recebeu o prêmio Margarida de Prata da CNBB, além de melhor filme e melhor fotografia na Jornada da Bahia. O segundo curta, “O último dia de sol” (2000), foi premiado nos festivais de Curitiba, Cine Ceará e no Maranhão recebeu o Troféu Jangada da Organização Católica Internacional de Cinema. Na década de 90 dirigiu filmes para rede de TV inglesa HouseTop.  Realizou em 2007 o documentário, “Dim”. Realiza o documentário em longa-metragem “Música do Ceará – Lado A Lado B”. Ministrou cursos de Narrativas Cinematográficas e Estrutura e Técnica de Roteiro, no Porto Iracema das Artes, Fortaleza, no Laboratório de Produção do Instituto Centro de Ensino Tecnológico de Fortaleza, e e professor de Criação de Roteiro e Direção Cinematográfica na Escola de Cinema do Sertão, em Quixadá, CE.

Ondjaki

Escritor angolando, estudou em Luanda onde se licenciou em Sociologia, continuando os seus estudos em Lisboa. Fez o doutoramento em estudos africanos na Itália em 2010. Obteve o segundo lugar no prémio António Jacinto realizado em Angola, e publica o primeiro livro, Actu Sanguíneu. Depois de estudar por seis meses  na Universidade de Colúmbia (NY), filma com Kiluanje Liberdade o documentário Oxalá cresçam pitangas – histórias da Luanda. Suas obras foram traduzidas para francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e chinês. Foi laureado pelo Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2007, pelo seu livro Os da Minha Rua. Recebeu, na Etiópia, o prémio Grinzane por melhor escritor africano de 2008. Em 2010 ganhou, no Brasil, o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Juvenil, com o romance AvóDezanove e o Segredo do Soviético. Em 2013, recebeu o Prêmio Literário José Saramago por seu romance Os Transparentes. Atualmente, mora no Rio de Janeiro.

Oswald Barroso

Poeta, jornalista, folclorista e teatrólogo. Bacharel em Comunicação Social, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Universidade Federal do Ceará, Pós-Graduado em Gestão Cultural pela ANFIAC/Paris. Concluiu estágio de Pós-Doutorado em Teatro, pela UniRio. Professor do Curso de Música da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e professor do Curso de Especialização em Arte e Cultura do Campo, da Universidade Federal do Cariri. Foi diretor do Departamento de Ativação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), do Theatro José de Alencar (TJA) e do Museu da Imagem e do Som do Ceará. Foi também supervisor do Núcleo do Patrimônio Imaterial da Secult, coordenador de Patrimônio Cultural da Secult, membro do Conselho Estadual de Desenvolvimento Cultural, diretor da Comissão Cearense de Folclore e da Comissão Nacional de Folclore. Foi membro do Conselho Municipal de Cultura de Fortaleza, e da Câmara de Arte e Cultura da Uece. É membro da Academia Ibérica de Máscaras (Bragança, Portugal), do Conselho de Cultura Municipal de Fortaleza, da Associação dos Dramaturgos do Nordeste, do Núcleo de Estudos da Performance Afro-Ameríndia do Curso de Teatro da UniRio, coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas Cênicas do TJA e orientador de pesquisas do grupo de rua Teatro de Caretas. É detentor da medalha de Folclorista Emérito, da Comissão Nacional do Folclore  e do Troféu Carlos Câmara de Teatro. Participou como ator, dramaturgo ou encenador, durante 17 anos (1976-1993), do Grupo Independente de Teatro Amador-GRITA; e de 1993 a 2003, da Companhia Boca Rica de Teatro, ambos de Fortaleza, tendo undado e dirigido, neste período, o Teatro da Boca Rica. Autor de 23 textos para teatro, é também roteirista e diretor de documentários em vídeo e cinema e tem 25 livros publicados.

Pablo Manyé

Criador da Aula-Luz, o catalão Pablo Manyé  é artista plástico, tem exposto em individuais e coletivas internacionais; fundador e presidente da fundação espanhola Art and Life, primeira ong inteiramente voltada a promover educação artística para crianças.

 

 

Palhaça Rubra

Lu Lopes é palhaça há 20 anos. Iniciou sua trajetória na palhaçaria em 1992, na presença de mestres como Cristiane Paoli-Quito, Léris Colombaionni, Philippe Gaullier e do Palhaço Clerouak e Adão. É palhaça-atleta e musicista do Jogando no Quintal – Jogo de Improvisação de Palhaços desde o primeiro aniversário do espetáculo há 12 anos. Capoeirista há 20 anos, trabalhou como arte educadora no Teatro Escola Célia Helena e na Casa Do Teatro, com Ligia Cortez, durante nove anos, desenvolvendo uma linguagem musical para o teatro infanto-juvenil e foi integrante do grupo Doutores da Alegria, levando a arte do palhaço musical para crianças hospitalizadas. Fundadora da Banda Gigante (música, improviso e palhaçaria) ao lado de marco Gonçalves e Eugênio La Salvia, lançou seu primeiro CD, produzido por Arto Lindsay, com participação especial do Grupo Barbatuques e de Arnaldo Antunes. Trabalha como diretora de espetáculos circenses e assume a direção das residências de circo, Jovens Talentos, em Paris convidada pela CIRC e Circus Next e em Belo Horizonte dentro do Festival Mundial de Circo (entre 2012 e 2013). Apaixonada por escrever livros, já estão no mundo: Tô Com Frio na Barriga, Tô Na Tua, É Namoro ou Amizade (Editora Beca), Criaturas, Desmiolações e Almanaque da Banda Gigante (Editora SESI). Indicada para o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, na categoria Circo em 2010 e 2014.  Vice-campeã do Prêmio Jabuti 2015 na categoria Didático e Paradidático, com o livro Almanaque da Banda Gigante.

Paula Pimenta

De Belo Horizonte (MG), desde criança apresentou aptidão para a escrita. Morou em Londres, onde estudou Escrita Criativa e escreveu seu primeiro romance, Fazendo meu filme. No Brasil, trabalhou com marketing e como professora de música, até se tornar escritora em tempo integral. Seu primeiro livro, a coletânea de poemas Confissão, foi lançado em 2001, com edição bancada pelo seu pai, mas o sucesso veio apenas em 2008, quando a divulgação boca-a-boca entre os fãs transformou o romance adolescente Fazendo meu filme num best-seller. As aventuras da jovem Estefânia Castelino Belluz, a Fani, personagem principal do livro, ganhou três sequências. Juntos, os quatro livros já venderam 500 mil exemplares. A série também já foi publicada na Espanha, em Portugal e toda a América Latina, e ganhou uma versão em quadrinhos, que já conta com três volumes. Paula foi a autora que mais vendeu livros no Brasil, segundo o ranking da PublishNews. O número de vendas de suas obras ultrapassou a marca de um milhão de exemplares em 2016.            

Paulo Lins

Poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão e professor licenciado em Língua Portuguesa e Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Livros publicados: Sob o Sol  (poemas), Cidade de Deus (romance adaptado para o cinema com quatro indicações para o Oscar), Esses Poetas (seleção e organização de Heloisa Buarque de Holanda), Desde que o Samba é Samba (romance). Roteiros de videoclipes com direção Kátia Lund e Breno Silveira: Minha Alma, do grupo O Rappa. Foi vencedor do Grande Prêmio Brasil de Cinema (melhor curta metragem 2000), do Prêmio MultiShow  (melhor vídeoclip 2000), Prêmio Video Music Brasil da MTV (melhor diretor, melhor vídeo clip 1999). Assina os roteiros dos longa- metragens: Orfeu da Conceição, Quase dois Irmãos (selecionado para o laboratório de roteiro Sundance/rio filme 2002) e premiado com o Melhor Roteiro pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA 2005). Era uma vez, argumento desenvolvido com Breno Silveira (selecionado para o laboratório de roteiros no Sundance/Rio  filmes 2004). Roteiro e direção com Kátia Lund para televisão: Cidade dos Homens (exibido pela Rede Globo),  ganhador do 10º Festival Internacional de Cinema e Televisão (Suíça, Melhor Seriado de Televisão, 2004). Co-autor, com Luiz Fernando Carvalho, do roteiro da minissérie Suburbia (Rede Globo); escreveu a primeira versão do roteiro e diálogos do longa-metragem Faroeste Caboclo (2013); colaborador na telenovela I Love Paraisópolis (Rede Globo).

Paulina Chiziane

Nascida na província moçambicana de Gaza, no seio de uma família protestante, onde se falava chope e ronga, aprendeu a falar português na escola de uma missão católica, pouco antes de se mudar para Maputo, onde  estudos superiores na Universidade Eduardo Mondlane, mas nunca concluiu a licenciatura de Linguística. Na capital moçambicana, juntou-se à Frente de Libertação de Moçambique (FreLiMo) durante a luta pela independência. Desiludida com a política, em 1984 abraça a escrita, começando pelos contos. A grande influência veio do avô, um contador de histórias nato. Começa por publicar alguns dos seus contos na imprensa moçambicana, histórias que falam da vida em tempos difíceis, mas da esperança, do amor, da mulher, e de África. Em 1990, Paulina Chiziane torna-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance ‘Balada de Amor ao Vento’. No entanto, Paulina não gosta do termo romancista: “Sou contadora de estórias e não romancista. Escrevo livros com muitas estórias, estórias grandes e pequenas. Inspiro-me nos contos à volta da fogueira, minha primeira escola de arte.” Em 2014, foi agraciada pelo Estado português com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique, forma de reconhecimento do mérito e obra da autora e dedicou o prêmio às moçambicanas: “Quero encorajar o meu povo, as mulheres da minha terra: por muito difícil que as condições sejam, caminhem descalços e vençam”.

Pedro Paulo Rocha
Tranzcineasta, performer, diretor e criador do Teatro Hacker, além de poeta, compositor, montador, artista visual, ativista. O artista também vem realizando trabalhos com esquizo-análise e performance. Sua obra é um labirinto vivo entre mistura de linguagens e atos performáticos, em constante fluxo nas redes sociais e no território urbano: da cidade à tela, do korpo à máquina, do pixo ao glitch, do cinema ao tranzcinemas, do teatro à performance, da arte à política, seus trabalhos são vivos em constante transformação e tradução de linguagens.

Pedro Salgueiro

Escritor e contista cearense. Autor dos livros de contos O Peso do Morto (1.ª edição, Ed. Giordano 1995; 2.ª edição, Ed. Bagaço, 1997), O Espantalho (UFC/Programas Editoriais — Casa de José de Alencar, 1996), Brincar Com Armas (1.ª edição, Ed. Topbooks, 2000; 2.ª edição/Online, França: Éditions 00h00.com) e Dos Valores Do Inimigo (Editora UFC, 2005/Coleção Literatura no Vestibular, n.º 5), além de Fortaleza Voadora (Edição do Caos, 2006), de crônicas. Premiado diversas vezes. Tem contos em antologias e revistas, Geração 90: Manuscrito de Computador – Org. Nélson de Oliveira (Boitempo Editorial, 2001), Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século – Org. Marcelino Freire (Ateliê Editorial, 2004), Contos Cruéis: As narrativas mais violentas da literatura brasileira contemporânea – Org. Rinaldo de Fernandes (Geração Editorial, 2006) e Quartas Histórias: Contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa – Org. Rinaldo de Fernandes (Ed. Garamond, 2006). Organizou, em parceria, o Almanaque de Contos Cearenses (Ed. Bagaço, 1997), que lançou praticamente todos os contistas que surgiram no Ceará na década de 1990; co-editor da revista Caos Portátil: Um Almanaque de Contos (Letra & Música, 2005). Dos Valores Do Inimigo foi uma das dez obras indicadas pela Universidade Federal do Ceará para o seu vestibular nos anos 2005 e 2006.

Quinteto Agreste

Formado em 1982, o Quinteto Agreste gravou seu primeiro LP, Sol Maior de forma independente, sendo esse o primeiro disco independente feito por artistas cearenses, mesmo tendo sido gravado nos estúdios Transamérica, no Rio de Janeiro, com produção do próprio grupo.

Raul Poeta

Nascido José Valcí Alves em Santana do Acaraú, é poeta, músico, teatrólogo e pesquisador da Cultura Popular.

 

 

 

 

Rede Mnemosine de Cordelistas

A Rede Mnemosine de Mulheres Cordelistas, Cantadoras e Repentistas é um movimento nacional de incentivo à produção feminina na cultura popular com atividades de formação, fruição, intercâmbio e difusão cultural, que atua com ações continuadas desde o ano de 2013 e conta com a representação de 13 estados da federação brasileira.

 

Renato Janine Ribeiro

Renato Janine Ribeiro foi ministro da Educação do Brasil de abril a outubro de 2015. É professor titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo. Foi professor visitante na Universidade de Columbia em Nova York, em 2003-2004. Foi também diretor de avaliação da Capes, órgão do Ministério da Educação (2004-2008). Recebeu o Prêmio Jabuti de melhor ensaio (2001), com A sociedade contra o social: o alto custo da vida pública no Brasil, e foi agraciado  com a Ordem Nacional do Mérito Científico (1998), a Ordem de Rio Branco (2009) e a Ordem do Mérito Naval. Entre outros livros, publicou Ao leitor sem medo – Hobbes escrevendo contra seu tempo (2ª edição, 2000), A última razão dos reis – ensaios de filosofia e de política (Companhia das Letras, 1993), O Afeto autoritário – televisão, ética, democracia (Atelie Editorial, 2005),  Política para não ser idiota, com Mario Sergio Cortella (Papirus, 2010), Nossa sorte, nosso norte: para onde vamos?, com Flávio Gikovate (Papirus, 2012). Também organizou uma série de 12 programas sobre Ética para a TV Futura, depois exibidos na Globo. Manteve uma coluna semanal no jornal Valor Econômico, de 2011 a 2015, sobre política, e uma quinzenal, no Zero Hora, de 2014 a 2005, sobre vida contemporânea.

Ricardo Aleixo

Poeta, músico, produtor cultural, artista plástico e editor. Autodidata, atua em diversas áreas, sobretudo nas poéticas experimentais com a voz. Faz sua estréia na poesia em 1992, com o livro Festim. Em Belo Horizonte, é curador do Festival de Arte Negra (FAN) e coordena projetos como 30 Anos da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, Tricentenário de Zumbi e a Bienal Internacional de Poesia. Faz curadoria de diversas exposições, como Sebastião Nunes: 30 Anos de Guerrilha Cultural e Estética de Provocação. Com Adyr Assumpção, monta vários espetáculos multimeios como Jogo de Guerra – Malês, em 1990, Desconcerto Grosso – Poemas de Gregório de Matos, em 1996, e Canudos, Sertão da Bahia, 1897, em 1997. Edita a revista Roda – Arte e Cultura do Atlântico Negro, pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Seus poemas revelam forte afinidade com o movimento concretista e com a etnopoesia. Com visão crítica da realidade, faz poesia social, mordaz, seca e irônica. Junta-se a isso seu trabalho de agitador cultural que leva a poesia à integração com outras formas de arte como o teatro, a música e a dança. Participou de muitas antologias no Brasil e no Exterior, entre elas Esses Poetas – Uma antologia da poesia brasileira nos anos 90, de Heloísa Buarque de Hollanda, e Correspondência celeste – Nueva Poesia Brasileña, de Adolfo Montejo Navas.

Ricardo Guilherme

Ator, dramaturgo, diretor teatral, contista, cronista, poeta, professor e jornalista, com livros publicados sobre a história do teatro cearense, premiado pelo Ministério da Cultura, nos anos 1970, por seu trabalho de pesquisador. Professor de História do Teatro Brasileiro, desde 1979, no Curso de Arte Dramática da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi um dos signatários da criação, em 2009, do Curso Superior de Artes Cênicas da UFC e seu primeiro vice-coordenador. Participou de mais de 100 espetáculos, numa trajetória nacional e internacional, além de prêmios como o de dramaturgia da Unesco (1987). É contista, cronista, poeta, com obra publicada pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Fundação Cultural de Fortaleza e Fundação Demócrito Rocha. Jornalista com reportagens sobre teatro premiadas pela Fundação Nacional de Artes Cênicas. Foi fundador do Grupo Pesquisa (1978) e um dos integrantes da equipe fundadora da Televisão Educativa do Ceará (hoje TVC) e da Rádio Universitária. Criador do Museu Cearense de Teatro (atual Centro de Pesquisa em Teatro) e organizador do Museu dos Teatros de Estudantes do Brasil, criado por Paschoal Carlos Magno (Rio de Janeiro/1977) e formulador da poética do Teatro Radical (1988). Em sua carreira no teatro, destacam-se os seguintes trabalhos: A Divina Comédia de Dante e Moacir, além de Valsa Nº 6, Sargento Getúlio; Flor de Obsessão, A Cantora Careca, Bravíssimo, entre outros.

Ricardo Kelmer

Cearense de Fortaleza, mora em São Paulo e na cidade natal, alternando temporadas. Escritor e roteirista. É autor, entre outros livros, de O Irresistível Charme da Insanidade (romance) e Indecências para o Fim de Tarde (contos eróticos). É produtor do Bordel Poesia, sarau que reúne diversas expressões artísticas em torno dos temas paixão, desejo e erotismo, e do projeto Letra de Bar, que objetiva manter um circuito permanente de eventos literários em bares de Fortaleza e outras cidades. De 2012 a 2016 apresentou-se, com o parceiro Felipe Breier, em várias cidades brasileiras e em Portugal com o espetáculo Vinícius Show de Moraes, de sua autoria. Organizou em 2016 o livro Para Belchior com Amor, reunindo 14 autores cearenses que escreveram textos literários inspirados em canções de Belchior.

Rildo Cosson

Mestre em Teoria da Literatura, doutor em Letras e pós-doutor em Educação, Rildo Cosson foi professor da Universidade Federal do Acre, Universidade Federal de Pelotas e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É autor de diversos livros, entre os quais Letramento literário: teoria e prática, pela Editora Contexto. Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor) da Câmara dos Deputados e pesquisador do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Faculdade de Educação da UFMG.

Rita Chaves

Professora Associada de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo (USP). É graduada em Letras pela Universidade Federal Fluminense, com Mestrado em Letras pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Doutorado em Letras (Letras Clássicas) pela USP. Tem dois estágios de Pós-doutorado na Universidade Eduardo Mondlane, de Moçambique. Ministra a disciplina “Literatura e Colonização” na Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro e “Introdução aos Estudos Literários”, “Literatura Comparada” e “Literaturas Africanas de Língua Portuguesa”, na Universidade de São Paulo. É também coordenadora do Departamento de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da USP. Sua pesquisa versa principalmente sobre Literatura Angolana, Literatura Moçambicana e Literatura e Antropologia.

Rosana Mont´Alverne

Uma advogada que ganha a vida contando histórias, a mineira  Rosana Mont`Alverne é contadora de histórias desde 1995. Especialista em arte-educação, mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É coordenadora do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Minas Gerais, presidente da Câmara Mineira do Livro  e fundadora e presidente da Aletria Editora, que conta com uma Escola de Formação de Contadores de Histórias, contribuindo, assim, para preservar e valorizar a tradição oral das diversas culturas. Também produz espetáculos narrativos e eventos literários.

Rosemberg Cariry

Cearense, é cineasta, roteirista, documentarista, produtor, poeta e escritor. Desde sua infância as tradições populares e religiosas locais não só o influenciariam, mas também o marcariam profundamente através de relatos e testemunhos dos seus avós. Por esse motivo, consciente que essa cultura popular aos poucos ia desaparecendo como o contato com a modernidade, decidiu dedicar numerosos estudos, pesquisas, publicações, gravações sonorizadas, filmes documentários e de ficção às tradições nordestinas. Nos anos 70, teve uma participação importante nos movimentos artísticos do Crato, lançando a revista Nação Cariri, de onde se originou seu pseudônimo. Na revista cultural, conjugava as influências da cultura popular regional com as de uma cultura humanista clássica, adquiridas no Seminário dos Padres Franciscanos de Juazeiro do Norte, e depois na Universidade de Fortaleza, onde cursou Filosofia. Essas influências, que já haviam marcado a sua poesia, suas produções musicais e ensaios, encontraram no cinema uma forma de expressão sintética.

Rouxinol do Rinaré

Nome artístico do cordelista Antonio Carlos da Silva, nascido em Rinaré, Quixadá, Ceará. Tem publicado mais de 80 títulos de cordel. É membro da Academia Brasileira de Cordel e da Sociarte (Sociedade dos Amigos de Rodolpho Theóphilo). Em 2007 teve sua vida e sua obra estudada e comentada com maestria pelo saudoso escritor, poeta e pesquisador de Cordel, Ribamar Lopes, para a coleção Biblioteca de Cordel da editora Hedra (SP). Seu livro O Alienista em Cordel (Nova Alexandria) foi selecionado para as escolas de Belo Horizonte (MG) e duas vezes para projetos da Biblioteca Nacional (RJ). Compôs, por duas vezes, o catálogo da Feira Internacional de Frankfurt, na Alemanha.  

Sérgio Rodrigues

Vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom 2014 (atual Oceanos) com o romance O drible, é escritor, crítico literário e jornalista mineiro que vive no Rio desde 1980. Seu livro mais recente é o almanaque Viva a língua brasileira! (Companhia das Letras), um divertido híbrido de guia de estilo e tira-dúvidas sobre o português contemporâneo, lançado em setembro de 2016. Publicou ainda os romances Elza, a garota (lançado também nos Estados Unidos) e As sementes de Flowerville, além das coletâneas de contos O homem que matou o escritor e Sobrescritos, entre outros livros. O drible, seu título de estreia na editora Companhia das Letras, foi traduzido para o francês, o espanhol e o dinamarquês e publicado em oito países. Sérgio tem ainda três livros lançados em Portugal e contos publicados nos EUA, Inglaterra, França e Espanha. Durante a Copa do Mundo de 2014, o jornal francês Le Monde veiculou em forma de folhetim sua novela policial-futebolística Jules Rimet, meu amor. Criou em 2006 o blog Todoprosa, referência na web literária brasileira. Em 2011, ganhou o Prêmio Cultura do Governo do Estado do Rio pelo conjunto de sua obra.

Sharlene Serra

Maranhense, Sharlene Serra é graduada em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). É especialista em Educação Especial, na perspectiva Inclusiva,  pela Faculdade Santa Fé. Desenvolveu projeto de redesign do jogo xadrez para pessoa com deficiência visual com participação no Instituto Benjamin Constant (IBC), do Rio de janeiro.  Contadora de histórias, é também autora da Coleção Incluir, composta de quatro títulos que ao abordar as deficiências procuram  enfatizar  o respeito às diferenças, a conscientização, solidariedade e humanização: Olhando com Ritinha, Ouvindo com Vitória, Caminhando com Paulo e Aprendendo com Biel.

Socorro Acioli

Nasceu em Fortaleza, é jornalista, mestre e doutora em estudos de literatura pela Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. Foi bolsista da Biblioteca Internacional da Juventude de Munique e aluna de Gabriel García Márquez, ganhador do prêmio Nobel, na oficina Como Contar um Conto, em Cuba. Escreveu diversos livros, entre eles Ela tem olhos de céu (editora Gaivota), que recebeu o Prêmio Jabuti de literatura infantil em 2013. Seu romance A cabeça do Santo foi publicado  no Brasil pela Companhia das Letras, na Inglaterra, França e Estados Unidos, sendo escolhido pela Biblioteca Pública de Nova York como um dos 50 melhores livros de 2016.

Solange Soares

Pesquisadora na área de Teatro Clássico, especificamente, Comédia Ática. Integrante do GEA (Grupo de Estudos Aristofânicos). Doutoranda e Mestre em Letras – com área de concentração em Literatura Comparada, pela Universidade Federal do Ceará. Professora/Tutora no curso de Licenciatura em Letras – Português, executado pela Universidade Federal do Ceará, através do Instituto UFC Virtual, na modalidade semipresencial, no programa Universidade Aberta do Brasil. Integrante do Grupo Iluminuras – Literatura e Bordado, projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará.

Stélio Torquato Lima

Cearense, Stélio Torquato Lima é doutor em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e professor de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Universidade Federal do Ceará (UFC), onde também coordena o Grupo de Estudos Literatura Popular (GELP). É escritor, com várias produções no formato de cordel.  Entre os trabalhos de pesquisa sobre o cordel já publicados, estão Os PCN e as potencialidades didático-pedagógicas do cordel (In: Acta Scientiarum Education, v. 35.1 ed. Maringá, PR: EDUEM, jan./jun.2013), Mulher não rima com Mal-me-quer: a Representação da Mulher na Literatura de Cordel (In: Gênero e Literatura: Resgate, Contemporaneidades e Outras Perspectivas. 1 ed. Fortaleza: Expressão, 2013), Carnavalização e resistência cultural: uma abordagem dos cordéis de gracejo nordestinos. (In: O Riso no Mundo antigo.1 ed. Fortaleza: Expressão, 2012)

Sueli Saraiva

Professora adjunta da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab). Doutora e Mestre em Letras (Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) pela Universidade de São Paulo (USP); bacharel em Letras (Inglês e Português) pela FFLCH-USP, e licenciada em Letras (Inglês) pelaUSP. Pesquisadora na área de literaturas africanas de língua portuguesa com ênfase no comparatismo entre Angola e Moçambique; orienta-se pelas linhas de pesquisa sobre literatura comparada, literatura e sociedade; romance contemporâneo; literatura e cultura afro-brasileira; relações étnicorraciais.

Tânia Lima

Poeta vinda das ilhas do Maranhão, lançou seu quinto livro, Berimbau de lata (2016). Tânia Lima escreve poesia desde os 13 anos. Em 2001 recebeu o “Prêmio Xerox do Brasil” em São Paulo com o livro A Bela Estrangeira. Em 2003, com o livro Nus Mangues, ganhou o Prêmio Redescoberta da Literatura brasileira pela Revista Cult no Rio de Janeiro. Editora responsável pela Revista virtual Mangues & Letras. Doutorada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com tese sobre a poesia dos mangues. Coordena o Congresso Internacional de Culturas Africanas: GRIOTS; professora do Departamento de Letras UFRN, atuando como professora de Literaturas em Língua Portuguesa; feminista e antirracista, faz parte de grupos de pesquisa voltados às questões de poesia.

Tércia Montenegro

Nasceu em Fortaleza, onde ainda hoje vive. Começou sua carreira como ficcionista em 1998, com a publicação de O Vendedor de Judas, que atualmente está em sua quinta edição e recebeu o selo do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), do Ministério da Educação (MEC). Em 1999, ganhou a “Bolsa para Escritores Brasileiros com Obra em Fase de Conclusão”, da Biblioteca Nacional, e em 2000 venceu, com Linha Férrea, o prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira, promovido pela Revista Cult, e foi publicado no ano seguinte pela Lemos Editorial. Em 2005, publicou os contos de O resto de teu corpo no aquário, premiado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. Em 2012, foi a vez de O tempo em estado sólido, que recebeu o prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura e o prêmio nacional Ideal Clube de Literatura, tendo sido selecionado pela primeira temporada de originais da editora Grua, de São Paulo. Em 2013, foi finalista do Prêmio Jabuti e do Prêmio Portugal Telecom. Seus contos também integram várias antologias nacionais e estrangeiras, como 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (ed. Record), Contos cruéis: as narrativas mais violentas da literatura brasileira (Geração Editorial), Contos de agora (audiobook pela Livro Falante), Quartas histórias – contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa (Garamond), Um rio de contos (ed. Tágide, de Portugal), O conto brasileiro contemporâneo (ed. Laiovento, de Santiago de Compostela),  50 versões de amor e prazer – contos eróticos (Geração Editorial), Der schwarze Sonh Gottes – 16 Fußballgeschichten aus Brasilien (Assoziation A, de Berlim), Wir sind bereit. Junge Prosa aus Brasilien (Lettrétage, de Berlim) e Wenn der Hahn kräht – Zwölf hellwache Geschichten aus Brasilien (edition fünf, de Munique). Para o público infantil, lançou Um pequeno gesto (2006), O gosto dos nomes (2007), Vítor cabeça-de-vento (prêmio BNB de Literatura, 2007), História de uma calça (2008) e Cores de gatos e rosas (2010). Para os leitores juvenis, em 2010, fez Instruções para beijar, que recebeu o prêmio Secult e foi editado pela 7 Letras, do Rio de Janeiro, e Rachel: o mundo por escrito, publicada pela Demócrito Rocha, de Fortaleza. Graduada em Letras, com mestrado em Literatura Brasileira e doutorado em Linguística, é professora da Universidade Federal do Ceará. Atua ainda como fotógrafa, tendo participado já de algumas exposições individuais e coletivas. Manteve, por três anos, coluna quinzenal no jornal O Povo. Em 2012, 50 de suas crônicas foram reunidas no volume Os espantos e, em 2013, mais 25 deram origem ao ebook Meu destino exótico, disponível no site da Amazon. Atualmente, mantém a coluna Tudo é narrativa, no jornal literário Rascunho, de Curitiba. Em 2015, seu romance Turismo para cegos, que recebeu a Bolsa de Incentivo às Artes da Petrobras, foi lançado pela Companhia das Letras. Foi eleito o melhor romance do ano pela Fundação Biblioteca Nacional, através do prêmio Machado de Assis.

Tony Tcheka

Natural de Bissau, poeta e jornalista, considerado por alguns especialistas da literatura guineense como um dos nomes que têm marcado a poesia que faz no seu país. Era um dos meninos… e pode ser lido em todas as antologias produzidas na Guiné-Bissau. Autor de “Noites de Insónia na Terra Adormecida” (1987), foi coordenador de três antologias poéticas editadas na Guiné-Bissau (Mantenhas para quem Luta; Antologia da Poesia Moderna Guineense; Eco do Pranto) e integra diferentes antologias publicadas em várias partes do mundo. Entre prêmios e distinções que lhe foram atribuídos destaca-sem: Diploma de Honra concedido pelo Instituto Superior das Ciências da Educação de Lisboa, pelo conjunto das suas obras; Diploma de Mérito Grau de Engenheiro de Almas atribuído pela Sociedade de Autores Guineenses (SGA) pela contribuição dada à literatura guineense. Foi redator e mais tarde diretor da RDN-Rádio Nacional da Guiné-Bissau, chefe da redação e diretor do Jornal Nô Pintcha, quando criou o Bantabá, um suplemento cultural e literário. Foi durante muitos anos correspondente da BBC de Londres; da TSF de Lisboa; analista e comentador da Voz da América, BBC, Voz da Alemanha e RDP África. Na imprensa escrita, foi correspondente do Público; LUSA, Tanjug; ANOP, NP. Em Lisboa durante três anos, foi editor da Revista África Lusófona. Na televisão, foi produtor e apresentador do programa Fórum-RTP. Foi funcionário da Unicef para Comunicação Social e Advocacy. Na Swedish Save The Children – Radda Barnen, trabalhou como responsável de Programas e Projectos e Representante Nacional. Foi “Focal Point” da IRIN (ONU) na Guiné Bissau e pertenceu à Comissão Nacional da UNESCO. Hoje é colunista da revista Lusografias, comentador da RTP, freelancer, funções que acumula com as de consultor para projectos de desenvolvimento e formador de jornalistas.

Valdeck de Garanhuns

Pernambucano,Valdeck é poeta, artista plástico, arte-educador, ator, compositor, contador de estórias e mestre em Teatro de Mamulengo. Com 25 anos de carreira, o artista usa o Teatro de Mamulengos como recurso educacional em escolas, empresas, entidades, nas ruas e praças. Qualquer lugar é bom para o Teatro de Mamulengo. Está entre os melhores xilogravuristas do país. No exterior expôs em Washington e Nova York; em Hameln e Erlagen, na Alemanha, e suas obras fazem parte do acervo do Museun für Völkerkunde em Frankfurt/Alemanha. Valdeck de Garanhuns, é um artista polivalente, que faz de sua arte um instrumento de educação, divulgação e preservação da nossa cultura.

Valter Hugo Mãe

Um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em várias línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em países como o Brasil, a Alemanha, a Espanha, a França ou a Croácia. Publicou sete romances: Homens imprudentemente poéticos; A desumanização; O filho de mil homens; A máquina de fazer espanhóis (Grande Prêmio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prêmio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano); O apocalipse dos trabalhadores; O remorso de Baltazar Serapião (Prêmio Literário José Saramago) e O nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros; As mais belas coisas do mundo e O rosto. A sua poesia foi reunida no volume Contabilidade, entretanto esgotado. Publica a crônica Autobiografia Imaginária no Jornal de Letras.  

Vitor Paro

Professor titular na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), onde exerce a docência e a pesquisa, coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração Escolar (Gepae). Foi pesquisador sênior na Fundação Carlos Chagas e professor titular na PUC–SP. É autor, entre outros, dos seguintes livros: Administração escolar: introdução crítica, Gestão democrática da escola pública, Por dentro da escola pública, Qualidade do ensino: a contribuição dos pais, Educação como exercício do poder, Crítica da estrutura da escola e Diretor escolar: educador ou gerente?

Wilson Cândido

Professor do Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado (Creaece) da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), é pedagogo, terapeuta ocupacional e licenciado em Biologia. É também especialista em Saúde Mental, Psicopedagogia, Atendimento Educacional Especializado, Gestão em Programas de Saúde da Família, Educação Infantil, Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), Comunicação Alternativa e Educação Especial, Ciências da Educação e Docência do Ensino Superior. É mestrando em Ciências da Educação.

Zé Tarcísio

Pintor, artista intermídia, gravador, escultor, cenógrafo e figurinista. Realiza seus primeiros trabalhos em artes plásticas em 1960. No ano seguinte, muda-se para o Rio de Janeiro e frequenta o ateliê de Inimá de Paula, além de estudar na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1964 e 1966. Em 1970, cria os figurinos e acessórios para a peça Cemitério de Automóveis, apresentada no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. Em 1976, sua obra Regando Pedras é reproduzida em selo pela Empresa de Correios e Telégrafos. As origens o chamam de volta à terra natal e, em 1982, monta seu ateliê nos arredores do atual Centro Cultural Dragão do Mar.