noticias

Escritor Daniel Galera tem conversa no mar e mergulha com comunidade do Pirambu durante a Bienal Fora da Bienal

Foto: Paulo Winz

O escritor e tradutor literário brasileiro Daniel Galera, nascido em São Paulo e criado em Porto Alegre, é autor de livros como “Barba ensopada de sangue” e do mais recente “Meia-noite e vinte”, e foi uma das atrações da Bienal Fora da Bienal no sábado (22). Com o Grupo público Napa – Nado Amigo Parquelândia e adolescentes do Juventude na Onda, da Prefeitura de Fortaleza, a roda de conversa aconteceu na Vila do Mar, no Pirambu.

Daniel compartilhou suas experiências de vida e literárias com o público, que assistia e interagia diretamente de dentro do mar.

“Escrevo sobre lugares que conheço muito bem, lugares que morei. Simplesmente dá vontade de escrever. A gente não decide 100% como vai ser o livro. Às vezes a intenção coincide com o resultado”, contou.

Galera compartilhou sua paixão pelo mar e seu gosto pela natação, em sintonia com as pessoas que estavam ali. “Eu gosto muitas vezes de  ficar sozinho e refletir sobre as coisas, e o mar faz isso, por ser um atalho para experiências. A literatura permite o perder-se de si mesmo, assim como também o mar”, ressaltou. Depois de uma conversa prazerosa, Daniel mergulhou no mar com todos, em uma experiência inesquecível.

Às 19h, a Rede Cuca Jangurussu recebeu, em sua biblioteca, o romancista e jornalista brasileiro Ignácio de Loyola Brandão, autor de 44 livros e de mais de 2 mil crônicas. Antes da roda de conversa com a comunidade local, Ignácio conheceu toda a estrutura da Rede e ficou encantado. “Se eu tivesse tido esse espaço quando jovem, eu tinha o prêmio Nobel. Vocês têm um espaço completo”, pontuou.

Foto: Paulo Winz

O escritor compartilhou suas experiências enquanto escritor na ditadura brasileira. “A censura é a pior coisa que pode acontecer para uma pessoa no meio da arte. Nunca fui preso nem exilado, mas tive uma obra proibida”. Loyola fez questão de incentivar os jovens a desenvolverem suas potências sem nenhum medo do futuro. “Vejo vocês como a grande esperança da literatura brasileira. Vocês têm que mostrar, através da arte, o instante que o Brasil passa, que é muito complicado, através da arte. Nunca se viu tanta corrupção, safadeza e golpe. Não pensem em obter fama ou notoriedade, pensem apenas em fazer. Que essas chamazinhas que vocês têm aí dentro, brilhe e exploda”.

Acompanhe toda a cobertura fotográfica da XII Benal Internacional do Livro do Ceará em nosso flickr, acesse aqui