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Para a pedagoga  Bel Santos, a poesia, seja para o leitor seja para o autor, é uma poderosa forma de empoderamento na busca de uma sociedade mais democrática

Tomar consciência de si através da palavra e de narrativas outras para então iniciar as suas próprias. Para Bel Santos, isso é mais do que uma experiência possível: é um direito que deve ser garantido como uma das bases da democracia. Foi sobre isso que ela e Vânia Vasconcelos discorreram na roda de conversa “Poesia é um direito; voz é poder”, que aconteceu dentro do eixo Letras de Mulher da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará neste sábado (24).

No espaço, discutiu-se a democratização do acesso à leitura e à escrita, em especial de jovens e mulheres. “São grupos que muitas vezes estiveram excluídos desse processo de escrita, não só por não terem seus textos publicados, mas por não serem assunto daqueles que publicam livros”, explicou Bel Santos, que falou sobre as mudanças que vêm acontecendo na leitura e na forma de se acessar as narrativas, como os saraus, slams e clubes de leitura.

Processo não muito diferente do que ela viveu. Bel Santos lembrou que aos 18 anos começou seu empoderamento através da leitura e escrita. “Nasci mulher negra e precisei conquistar a minha identidade”, lembrou. “A cada ano eu fui colocando mais melanina na minha história. Fazendo com que aquilo que estava visível na pele deixasse de ser um problema e passasse a ser um valor dentro da minha vida. Quando você começa a ler textos e poesias de Ryane Leão, Conceição Evaristo, elas mexem tanto com as pessoas, que aí é um passo muito rápido para você começar a desejar escrever também e perceber que a sua história não é nada para ser escondido. É algo para ser registrado, lido, mastigado, sentido por outras pessoas”, comentou.

Sobre a Bienal

A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará é apresentada pelo Ministério da Cidadania e pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Realizada pelo Instituto Dragão do Mar, Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, e Governo Federal, a Bienal do Livro conta com os patrocínios de Bradesco, Cagece, Grendene e Cegás, e com os apoios de Fecomércio, Sebrae, Universidade de Fortaleza (Unifor), Unilab, TV Ceará, Sistema Verdes Mares, Grupo O Povo, Café Santa Clara, RPS Eventos, Câmara Cearense do Livro, Sindilivros-CE, Câmara Brasileira do Livro (CBL), Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Prefeitura de Fortaleza e das Secretarias de Educação (Seduc), Turismo (Setur), Cidades (SCidades) e Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece).


Serviço
XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará
De 16 a 25 de agosto, de 10h às 22h
Centro de Eventos do Ceará
facebook.com/BienalDoLivroDoCeara
instagram.com/bienaldolivroce
bienaldolivro.cultura.ce.gov.br