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Encontro aconteceu dentro da programação do Festival de Ilustração, um dos eixos da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará

A arte, mais especificamente a ilustração, como uma forma de arma na luta feminista. O tema reuniu Fernanda Meireles, Raisa Christina e Dhiovana Barroso, três artistas de destaque na cena cearense, na conversa de título “Feministas Ilustradoras”, realizada neste sábado (24) dentro da programação do Festival de Ilustração da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará. O espaço foi mediado por Ana Miranda.

Raisa Christina, ilustradora e escritora, considera que reconhecer-se enquanto uma artista foi um dos mais importantes fatores do seu empoderamento e comemora a entrada de artistas mulheres nas programações oficiais e não-oficiais de cultura no Estado. “Tem muito a ver com perceber a importância das mulheres artistas estarem ocupando, aos poucos, esses espaços, as feiras, as editoras independentes, o espaço do livro, de exposições coletivas, porque são espaços historicamente ocupados por homens”, falou a artista.

Dhiovana Barroso, que se autodeclara mulher, gorda e negra, falou ainda de uma relação mais interior de empoderamento que a ilustração traz. “Quando eu comecei a desenhar, os meus personagens eram brancos”, contou. “Eles começaram a ser negros quando eu passei a fazer quadrinhos autobiográficos e os personagens passaram a ser eu. Foi um processo de se notar como mulher negra no mundo e se impor como mulher negra”.

O grupo também falou sobre mercado, dando conselhos a outras ilustradoras que assistiam e participavam da mesa-redonda. Raisa fez questão de falar sobre uma relação ainda muito prejudicial entre o mercado e as ilustradoras. “Nós, mulheres, não podemos perder o compromisso com o nosso próprio trabalho e com a nossa estética”, declarou. “Acontece muito na ilustração de a gente ser convidada para participar de projetos e quem convida quer que a gente se adapte à estética do projeto, ao invés de convidar você pelo seu trabalho. Eu acho que a gente tem que ter esse compromisso de não negociar esse tipo de coisa, de você perder seu traço, a sua estética, para se adaptar ao outro”.

Sobre a Bienal

A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará é apresentada pelo Ministério da Cidadania e pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Realizada pelo Instituto Dragão do Mar, Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, e Governo Federal, a Bienal do Livro conta com os patrocínios de Bradesco, Cagece, Grendene e Cegás, e com os apoios de Fecomércio, Sebrae, Universidade de Fortaleza (Unifor), Unilab, TV Ceará, Sistema Verdes Mares, Grupo O Povo, Café Santa Clara, RPS Eventos, Câmara Cearense do Livro, Sindilivros-CE, Câmara Brasileira do Livro (CBL), Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Prefeitura de Fortaleza e das Secretarias de Educação (Seduc), Turismo (Setur), Cidades (SCidades) e Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece).


Serviço
XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará
De 16 a 25 de agosto, de 10h às 22h
Centro de Eventos do Ceará
facebook.com/BienalDoLivroDoCeara
instagram.com/bienaldolivroce
bienaldolivro.cultura.ce.gov.br