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Último dia do evento reuniu grande público que se divertiu com cantorias, lançamento de livros e espetáculos musicais no palco na Praça do Cordel

Fortalecer e valorizar a regionalidade do Nordeste através da poesia, música, contação de histórias, cordel, xilogravuras e exposição de arte foi o grande objetivo definido e alcançado pela Praça do Cordel, espaço da XIII Bienal Internacional do Livro, localizado no térreo do Centro de Eventos. A programação do domingo, último dia de evento, não podia fugir da rotina e de suas origens. Assim, às 16h, houve muita animação com o mestre Bule-Bule da Bahia. O cantor é um dos expoentes da cultura e da regionalidade nordestinas, cordelista e repentista com mais de 50 anos de carreira.

Reconhecido no Brasil todo como mestre da cultura popular o artista ficou encantado com a recepção dos cearenses e com a grandiosidade do evento. “Acho que uma Bienal com a necessidade de marcar presença com o seu produto cultural e com o que há de melhor no Nordeste deveria, se possível, ter todo ano, para saciar a lacuna do coração nos amantes da cultura popular. A assistência dada por Fortaleza e pela Bienal aos visitantes é um tratamento vip, digno de qualquer autoridade da literatura. Volto feliz por receber tanta energia positiva”, comentou com alegria o mestre.

O privilégio foi ainda maior para quem pode assistir de perto à apresentação do grande repentista baiano. O poeta e cordelista Paiva Neto não escondia a alegria de estar presenciando momento tão especial. “Esse show está fechando com chave de ouro a programação da Praça do Cordel. Ele tem uma significação muito grande, não só para a Bahia, mas para o Nordeste. É um artista versátil, sambista de roda, faz sapateado, tem uma pesquisa no estilo da música chamado de “chula” que é um samba do sertão baiano. Ele é como uma raiz de cultura que precisa ser valorizado”, comentou empolgado o cordelista.       

O artista e curador da Praça do Cordel, Klévisson Viana, lançou, na sequência, da apresentação do mestre Bule-Bule o livro “Klévisson – 30 anos de arte”. A obra retrata suas principais ilustrações nos seus mais de 30 anos de carreira, como poeta, escritor e cordelista. Para ele, o saldo dos dez dias de programação foi muito positivo. “Conseguimos trazer um panorama do que há de melhor no cenário da cultura popular nacional, artistas de norte ao sul do país apresentaram-se no palco da Praça. Trouxemos vários mestres da cultura popular, comediantes e artistas que se relacionam com o cordel e artes afins. Fora que nessa edição ocupamos mais espaço no Centro de Eventos mostrando a importância que os gestores estão dando à cultura popular”, falou com empolgação.

O encerramento das atividades do espaço ocorreu com o espetáculo “Nordeste In Natura” e a participação de Bule-Bule que animaram os espectadores com muita música regional e dança típica.

Sobre a Bienal

A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará é apresentada pelo Ministério da Cidadania e pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Realizada pelo Instituto Dragão do Mar, Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, e Governo Federal, a Bienal do Livro conta com os patrocínios de Bradesco, Cagece, Grendene e Cegás, e com os apoios de Fecomércio, Sebrae, Universidade de Fortaleza (Unifor), Unilab, TV Ceará, Sistema Verdes Mares, Grupo O Povo, Café Santa Clara, RPS Eventos, Câmara Cearense do Livro, Sindilivros-CE, Câmara Brasileira do Livro (CBL), Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Prefeitura de Fortaleza e das Secretarias de Educação (Seduc), Turismo (Setur), Cidades (SCidades) e Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece).


Serviço
XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará
De 16 a 25 de agosto, de 10h às 22h
Centro de Eventos do Ceará
facebook.com/BienalDoLivroDoCeara
instagram.com/bienaldolivroce
bienaldolivro.cultura.ce.gov.br